Associação Brasileira de Cinematografia

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10.05.2012

SEMANA ABC: Novas perspectivas no ensino de cinematografia na era digital

Discussão sobre as novas abordagens e os desafios no ensino de cinematografia na era digital.

Por Danielle Noronha

A primeira mesa do segundo dia da Semana ABC 2012 mesclou dois temas que se apresentam emergentes no mercado de cinema: a formação de profissionais e a era digital. A mesa foi mediada pelo professor da Cásper Líbero, Ninho Moraes, e participação dos professores André Moncaio (AIC), Cleber Eduardo Miranda dos Santos (SENAC), Fernando Scavone (ECA-USP), José Augusto De Blasiis (Metodista) e Nina Tedesco (UFF).

O mercado audiovisual brasileiro está em crescimento e necessita cada vez mais de novos profissionais qualificados para atender a sua demanda. Contudo, os sets acabam tendo a presença de jovens muito despreparados e equipes cada vez mais novas, havendo uma necessidade de uma formação mais capacitada e uma aproximação com os profissionais mais velhos e experientes.

O digital alterou a forma de ensino, da mesma forma que mudou todo o fluxo da produção cinematográfica. O bom ensino do profissional de cinema hoje necessita mesclar teoria e prática. É importante que o aluno tenha conhecimento do uso das câmeras, dos programas, da mesma forma que precisa ter contato com textos e referências. Não adianta saber mexer nos equipamentos se não souber o que fazer com ela.

Hoje o digital permite que o aluno produza mais, como acredita José Augusto de Blasiis, e desta forma tenha mais experiência. Porém, muitas vezes, não tem contato com uma visão mais ampla sobre cinematografia. Como também apontou André Moncaio, é importante haver uma discussão estética e artística, para realmente aprender como contar uma história. O que mudou no ensino na era da película para a do digital, basicamente, é a instumentação.

Praticar mais é significante no sentido de poder errar várias vezes, ter mais contato com a vivência do que é um set de filmagem, poder experimentar e perceber quais são as suas preferências. Para André Moncaio, a experiência durante o curso é muito importante para a formação dos alunos.

Outros pontos importantes discutidos pela mesa são em relação à experiência no set e continuidade da formação. Atualmente, o mais comum é que a troca de funções ocorra de forma muito rápido, sem que o profissional esteja verdadeiramente preparado para a mudança. Cleber Eduardo coloca que também é papel do curso universitário estimular o aluno a se fundamentar, continuando a sua formação pós-faculdade. Como pontua o professor, a faculdade é um trânsito e não o ponto final.

A formação do profissional de cinema precisa fornecer também uma visão geral do processo cinematográfico. Ensinar pensando ainda na realidade do mercado, nas discussões que estão ocorrendo atualmente, pensando no cinema como um todo.

A película continua sendo importante para a formação e muitos alunos ainda demonstram preferência por ela. As questões principais do fazer cinema não mudaram com a chegada do digital. As grades dos cursos variam, alguns trabalham apenas com o digital e outros mesclam os dois formatos. O mais importante é perceber que a discussão sobre a formação no cinema ultrapassa a técnica.

Em breve, será disponibilizado o vídeo com a íntegra da palestra.

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