SEMANA ABC: Futuro do audiovisual
Paradigmas técnicos, artísticos e de negócio na indústria audiovisual.
Por Danielle Noronha
A mesa Futuro da audiovisual contou com a mediação do diretor de fotografia Carlos Ebert e com a participação de Artur Matuck, pesquisador e artista plástico, Fabio Lima, diretor fundador da MOBZ, Guido Lemos, professor da UFPB e pesquisador do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital – LAVID e Stuart Bowling, representante da Dolby.
Os participantes discutiram diferentes paradigmas técnicos, artísticos e de negócio na indústria audiovisual a partir das mudanças que estão ocorrendo com as novas possibilidades tecnológicas. A mesa partiu de possibilidades concretas de futuras mudanças em toda a cadeia cinematográfica. Foram refletidas as transformações atuais e as prováveis consequências que a tecnologia trará para o áudio, vídeo e diferentes formas de exibição, como TV, cinema e internet, e de relacionamento com o conteúdo.
As novas tecnologias estão mudando rapidamente o mundo e, por decorrência, a forma de fazer e ver o cinema. A partir do digital, as possibilidades estão se ampliando e causará progressivamente muitas mudanças no vídeo e no som. No caso do áudio, Stuart Bowling lembra que a função do som é passar emoção, uma ferramenta que o diretor utiliza para que a narrativa seja entendida pelo público, e o futuro promete um controle artístico maior e a tecnologia poderá apresentar um som cada vez mais realista.
A relação com o espectador também sofrerá transformações, principalmente ao que se refere a forma como ele interpreta e se relaciona com os conteúdos transmitidos. Isso não acontecerá apenas no cinema, Matuck fala de uma televisão interativa à distância, que na sua opinião, só não existe ainda de forma mais forte devido questões políticas, que buscam manter a televisão da maneira como conhecemos hoje.
Da mesma forma, a exibição dos filmes passará – e passa – por mudanças. Guido Lemos acredita que o cinema enfrentará uma alteração de paradigma tecnológico, que proporciona um ambiente muito rico, com novos desafios e enumeras possibilidades. Como pesquisador, oferece um cenário amplo, onde as pesquisas podem auxiliar na aplicação desta tecnologia, como encontrando soluções alternativas para a exibição em locais que não têm uma estrutura necessária para exibir filmes das formas atuais.
Neste sentido, Fabio Lima pontua novos horizontes para a experiência cinematográfica. Em primeiro lugar, lembra que a tecnologia tem relevância a partir das respostas do mercado. Dentre as questões levantadas por Lima, está a mudança em que o modelo digital trará para o mercado distribuidor e exibidor, que poderá, por exemplo, permitir um estudo da demanda, para que o exibidor faça a sua programação conforme aquilo que o público quer ver.
Para ele, o Brasil ainda está atrasado neste processo. Ainda faltam muitas salas de cinema brasileiras para serem digitalizadas. Outras mudanças na forma de pensar o cinema também precisam ocorrer. Por exemplo, acredita que a melhor maneira de distribuir a produção nacional é deixar o conteúdo disponível para as pessoas.
Em breve, será disponibilizado o vídeo com a íntegra da palestra.















