6ª edição da Plana Festival Internacional de Publicações tem Mostra e lançamentos de cinema

Cena de Jardim Nova Bahia, 1971, Aloysio Raulino 

A Plana Festival Internacional de Publicações de São Paulo ocorre de 23 a 25 de março e trata do tema “Volta ao Nada”, na Cinemateca Brasileira. Foram convidados em torno de vinte colaboradores, que desenharam coletivamente a programação de palestras, exposições e atividades paralelas à feira em colaboração com a idealizadora Bia Bittencourt. Parte da programação é dedicada também ao cinema, como a Mostra Cinema Zero e o lançamento do livro “O que é cinema”, de André Bazin, pela Editora Ubu.

O Cinema Zero é organizado por artistas visuais do Cineclube Fantasma, Mateus Acioli, Juan Narowé, Raul Luna e Bia Bittencourt, e funciona como um lugar de pesquisa livre em cinema e outras manifestações audiovisuais. Na mostra, que segue até 01 de abril, foram selecionados um conjunto de trabalhos díspares oriundos de diferentes campos de produção e que levantam diversas interpretações sobre o retorno ao nada. Os trabalhos, seus questionamentos e suas discussões são acionados a partir dessa fricção, contrapondo abordagens opostas. Essa mostra busca abordar as relações entre destruição e construção e o difuso leque em que habitam as ideias de incomunicabilidade, vazio e incerteza; um retrato da ausência como personagem. É um Cinema Zero, Cinema Nada, Cinema Mínimo, de estrutura insuficiente ou de não estrutura. Soma-se à Mostra um poster feito por Mateus Acioli e serigrafado por João Livra em duas versões: Cinema Zero Vermelho (ed. limitada): 40 unidades, em papel Curious Matter e serigrafia 2 cores, 60x70cm; e Cinema Zero Branco: 100 unidades, serigrafia em 2 cores, 45x64cm com venda antecipada.

Junto da Mostra Cinema Zero, como registro de sua exibição, o Cineclube Fantasma lançará o livro “Cinema Zero”, na Plana, com textos de convidados como a dupla Melissa Dullius and Gustavo Jahn, cineastas do selo Distruktur, responsáveis pelo filme Cat Effekt, e outros. Há também um livro do artista Walter Costa inspirado no filme “La Jeteé”, de Chris Marker, que conta a história de um homem marcado por uma imagem de sua infância, lançado pela Havaiana Papers.

Também para cinéfilos, a editora Kinoruss só publica livros relacionados ao cinema soviético, e estará na Plana com títulos, como o “Panorama Tarkóvski” em que ensaios de pesquisadores da Rússia, Romênia, Espanha e Brasil, homenageiam os 30 anos da morte de Tarkóvski (1932-1986).

A estrutura da Plana prevê ainda cerca de duzentas editoras nacionais e internacionais, que colocam à mostra e à venda suas publicações. Entre as publicações há livros e zines para crianças, como o Yoyo Zine e a editora Baba Yaga; e ainda há opções para quem gosta de livros feitos totalmente a mão, como o coletivo Charivari e os livros desenhados da Juliana Russo. Para os colecionadores, a mesa da descolecionadora de arte Rita Mourão do Desapê traz relíquias das décadas de 1950 e 1960, enquanto Marcelo Masagão, diretor do Festival do Minuto, leva sua produção própria “Fotos líquidas/ Livros sólidos”.

Após catalisar um importante movimento de popularização da autopublicação e das editoras de pequeno porte no Brasil desde 2013, chegando a reunir cerca de 18 mil pessoas em uma feira, a Plana chega à sexta edição anual tendo passado por diversos espaços, como a Bienal de São Paulo e o MIS-SP, além de pequenas versões em diferentes regiões do Brasil, como Salvador e Rio de Janeiro, e outros países, como Japão, Índia, Estados Unidos, Suíça, México, Chile e Argentina.

Para mais informações e conhecer a programação, acesse: http://www.feiraplana.org/

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