CineSesc recebe a “Mostra Filme de Artista” de 04 a 10 de outubro

Fiteiro Cultural: Viagem ao Vazio (2018)

A Mostra Filme de Artista estimula o diálogo entre o cinema e as artes plásticas através de filmes que buscam não apenas se aprofundar sobre os aspectos biográficos dos artistas, revelando os seus estilos e suas tendências, mas mais do que isso, anseiam retratá-los em exercício de seus processos criativos, em seus momentos de avanço e suas contradições, comungando novos sentidos para o entendimento sobre a criação e fruição das obras. A Mostra Filme de Artista fricciona as linguagens a fim de expandir a sensibilidade. Com foco em filmes sobre artistas plásticos brasileiros, a Mostra busca dar visibilidade à produção nacional.

Cristiano Burlan, curador da Mostra, desenvolveu o projeto a partir do lançamento de seu último filme sobre o artista Nelson Felix, convidado para a Bienal de Artes de 2018. Através da realização do filme, Cristiano acompanhou o artista plástico na realização de seus trabalhos por diversos países, a intimidade revelou inúmeros outros traços importantes para a apreensão da complexidade do artista e dos movimentos que encaminham seus pensamentos e escolhas. Muitas vezes, o espectador só consegue ter acesso ao trabalho final, a uma das partes do processo criativo, à ponta do iceberg. E é diante dessa limitação costumeira que a ideia da mostra se funda na possibilidade de aprofundar a recepção sobre as obras e sobre os artistas.

A partir de um panorama brasileiro, os filmes mergulham na vida e obra de artistas como Hélio Oiticica, Lígia Clark, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Fabiana de Barros, Nelson Felix, Darel Valença Lins e José Leonilson. Os filmes selecionados são obras cinematográficas relevantes, que privilegiam a construção autoral, filmes experimentais e de ensaio. A busca é por colocar em movimento a reflexão sobre a arte através de obras de importantes artistas plásticos que trilham e trilharam relevantes pesquisas em arte contemporânea no Brasil. O interessante na arte é o fato dela ganhar maior dimensão, na medida em que cresce também o entendimento sobre ela. E o mais emocionante é quando você conecta tudo, como se fosse uma só coisa. Os filmes serão, pois, espaços de conexão e encontros desses entendimentos e olhares sobre a arte.

Programação: De 04 a 10 de outubro –

A Paixão de JL
Dir: Carlos Nader, Brasil, 2015, 1h22
O artista José Leonilson começou em 1990 a narrar em fitas cassetes um diário sobre a sua vida e os acontecimentos no Brasil e no mundo, e como a queda do Muro de Berlim. À Princípio, sem intenções, os registros tomam outra urgência quando José descobre que é portador do HIV.
Dia 4/10, quinta, das 17h às 18h
Dia 8/10, segunda, das 19h às 20h

Maria – Não Esqueça que Venho dos Trópicos
Direção: Ícaro Martins e Elisa Gomes Ano de lançamento: 2017 Duração: 1h 20min
Uma exploração da relação entre a vida e a arte de Maria Martins (1894-1973), hoje reconhecida como uma das maiores escultoras brasileiras, e também por suas gravuras e textos. O filme revela a grandiosidade de sua obra e sua ousadia ao tratar diretamente da sexualidade através de uma visão feminina, uma das causas dos ataques que sofreu da crítica brasileira. Em paralelo, resgata sua vida como esposa de um importante diplomata e sua ligação com Marcel Duchamp, em uma relação de colaboração mútua entre os dois artistas?
Dia 4/10, quinta, das 19h às 20h
Dia 7/10, domingo, das 17h às 18h

Fiteiro Cultural: Viagem ao Vazio + Bonfanti
Dir: Michel Favre, Brasil, 2018, 55min + Dir: Adriana Nolasco e Camila Marquez, Brasil, 2013, 25min
Fabiana de Barros é uma artista brasileira que trabalhou durante 20 anos com artes públicas. Em 1998 ela realizou o seu primeiro Fiteiro Cultural, uma intervenção artística coletiva inspirada nos quiosques de comércio popular das ruas de João Pessoa, na Paraíba. Ao longo dos anos, os seus “Fiteiros” foram se adaptando a outra paisagens e contextos, mas sempre sempre mantendo a premissa inicial de atuar como ateliês, palcos e espaços abertos ao grande público para realização de exposições, reflexões, leituras e até mesmo um descanso. Um pintor trabalhando obsessivamente em busca de si mesmo. Três olhares distintos sobre sua obra. Um corpo de 40 anos de ofício enfrentando o eterno medo de recomeçar. Leitmotiv.
Dia 5/10, sexta, das 17h às 18h
Dia 10/10, quarta, das 19h às 20h

Assim É, se Lhe Parece + LOFT.DOC
Dir: Carla Gallo, Brasil, 2011, 1h15 + Dir: Terencio Porto e Jorge Mourão,Brasil, 2018, 13min
O artista plástico Nelson Leirner revela-se neste documentário despojado sobre a rotina e a intimidade de um criador iconoclasta. “Eu não queria ser artista, eu não queria ser nada”, afirma, ironicamente, ao relembrar sua trajetória. Avesso à formação e aos preceitos tradicionais das academias de arte, apropriou-se com liberdade e sem preconceitos das informações e ferramentas que lhe serviram para a criação artística. O L.O.F.T. da Lapa era uma galeria alternativa e espaço de intensa agitação cultural e política ocupada por Mourão e colaboradores entre 1975 e meados da década de 80.
Dia 5/10, sexta, das 19h às 20h
Dia 8/10, segunda, das 17h às 18h

Ouvir o Rio: uma escultura sonora de Cildo Meireles + Eu Preciso destas palavras
Dir: Marcela Lordy, Brasil, 2013,1h19 e Dir: Milena Manfredini e Raquel Fernandes, Brasil, 2017, 20min
Cildo mostra como a relação do homem com a água amplia nossas percepções, criando uma espécie de escultura sonora. O artista naturalmente chama atenção para temas ecológicos e a importância de preservar este elemento fundamental para a vida. Eu preciso destas palavras escritas” Documentário sobre o Bispo do Rosário e sua iluminação.
Dia 6/10, sábado, das 17h às 18h
Dia 9/10, terça, das 19h às 20h

Nelson Felix, método poético para descontrole de localidade + Ver Ouvir
Direção: Cristiano Burlan Ano de lançamento: 2018 Duração: 1h 10min + Direção: Antonio Carlos da Fontoura Ano de lançamento: 1966 Duração: 18min
A pintura fala através do trabalho de três jovens artistas, Roberto Magalhães, Antonio Dias e Rubens Gerchman, radicalmente inovadores na visualidade com que, em suas obras, transmutam a cacofonia da cidade contemporânea.
Dia 6/10, sábado, das 19h às 20h
Dia 9/10, terça, das 17h às 18h

Mais Do Que Eu Possa Me Reconhecer + Olho da rua
Dir: Allan Ribeiro, Brasil, 2015, 1h12 + Dir: Cavi Borges, Brasil, 2011, 10min
Uma solidão de 800 metros quadrados, em que o espelho já não lhe basta. O artista plástico Darel Valença Lins descobre na videoarte uma companheira inseparável. Darel, no entanto, não gosta de fazer cinema.
Dia 7/10, domingo, das 19h às 20h
Dia 10/10, quarta, das 17h às 18h

Cinema da Vela

Debates com temas que giram em torno do Cinema com mediação, visam discutir temas de relevância ao universo cinematográfico de forma descontraída, convidando o público à interação e aproximando-o da crítica, dos realizadores e demais profissionais envolvidos.

Cinema da Vela Mostra Sobre Arte

Participação das cineastas Marcela Lordy e a Carla Gallo e mediação do Cristiano Burlan

Nesse Cinema da Vela especial da Mostra Sobre Arte, as cineastas Marcela Lordy, diretora do filme Ouvir o Rio: Uma Escultura Sonora de Cildo Meireles e Carla Gallo de Assim É Se Lhe Parecessem, conversam no tempo do queimar da Vela sobre suas produções, com mediação de Cristiano Burlan.

Dia 9/10, terça, das 19h30 às 20h30

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