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CINUSP apresenta mostra “Horror Folk – das raízes aos frutos malditos”

Entre os dias 29 de maio e 14 de junho, o  CINUSP apresenta a mostra Horror folk: das raízes aos frutos malditos. A expressão folk horror, que deu origem a esta mostra, refere-se inicialmente a produções britânicas das décadas de 1960 e 1970, mas pode ser expandida para obras de outros países e períodos que também giram em torno de práticas pagãs, situadas em localidades rurais.

Produzidos entre 1968 e 1973, três filmes de diferentes diretores foram fundamentais para consolidar o gênero, ficando conhecidos como a “trilogia profana”: O caçador de bruxasO estigma de Satanás e O homem de palha.

Como precursor do folk horror, será exibido Häxan – A feitiçaria através dos tempos, feito em 1922 na Dinamarca. Ainda na Europa, a mostra inclui os italianos Suspiria, de Dario Argento, e A maldição do demônio, de Mario Bava, filme que causou polêmica devido a cenas violentas e sofreu censuras em diversos países. O folclore russo aparece em Viy – O espírito do mal, a sinistra história de um monge que se vê frente ao espírito de uma bruxa que invoca demônios para atormentá-lo.

Será exibido ainda o japonês Kwaidan, de Masaki Kobayashi, que ganhou o prêmio especial do júri no Festival de Cannes de 1965. O filme apresenta uma sequência de quatro histórias inspiradas no imaginário nipônico.

Já na América Latina, a mostra conta com o mexicano Veneno para as fadas, um dos últimos dirigidos por Carlos Enrique Taboada, filmado a partir do olhar de duas crianças, influenciadas pelas histórias de bruxaria que os adultos contam. Além dobrasileiro O homem que não dormia, de Edgard Navarro, que aborda o horror na perspectiva folclórica brasileira. No dia 12 de junho, haverá debate com o diretor após a sessão das 19h.

Também fazem parte da mostra A Vila, de M. Night Shyamalan, e o sucesso de Robert Eggers, A bruxa, que expõe o paganismo num contexto sombrio e de relações humanas cruéis e foi premiado em festivais como o de Sundance de 2015.

A seleção de filmes permite que o público viaje por culturas diferentes e suas concepções sobre o oculto, com produções que vão desde a década de 1920 até a atualidade.

A programação completa e as sinopses do filme podem ser acessadas neste documento e no site do CINUSP.

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