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Mostra celebra os 50 anos da Tropicália

A Cinemateca Brasileira anuncia a sua última atividade de 2017, que celebra os 50 anos da Tropicália em uma reflexão sobre as influências do movimento no cinema brasileiro e, no plano das ideias, a respeito da identidade nacional.

Entre as obras a serem exibidas estão filmes raramente vistos no cinema, como Feio, eu?, de Helena Ignez, Orgia ou o homem que deu cria, de João Silvério Trevisan, O mandarim, de Julio Bressane – com atuações de Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil –, Agrippina é Roma-Manhattan, de Hélio Oiticica, Viagem ao fim do mundo, de Fernando Coni Campos, e Em cada coração um punhal, de Sebastião de Souza, José Rubens Siqueira e João Batista de Andrade.

Ao abordar a estética da Tropicália, a Mostra dialoga com outras expressões artísticas. Após a exibição de O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha, a cantora Ava Rocha fará um pocket-show. E, na tela externa da Cinemateca, o diretor e dramaturgo Zé Celso abrirá uma sessão ao ar livre do filme que codirigiu com Noilton Nunes, O rei da vela –, celebrando os 50 anos da montagem da peça escrita por Oswald de Andrade.

Através do recorte cinematográfico, é possível confirmar que os desdobramentos culturais e estéticos da Tropicália não se limitaram à produção artística da época. Deste modo, a Mostra traz os trabalhos recentes de coletivos como o brasileiro radicado em Berlim “Distruktur” e os pernambucanos do “Surto & Deslumbramento”, apresentados em sessões que contam com os filmes Triangulum e Éternau, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn, e Como era gostoso meu cafuçu, de Rodrigo Almeida, respectivamente. A sessão Olhar colírico conta com trabalhos que utilizam diversos suportes e linguagens, explorando os limites da videoarte. Junto a clássicos de Hélio Oiticica, João Callegaro e Jairo Ferreira, estão produções contemporâneas como A bela P…, de João Marcos de Almeida, e o vídeo relêvo / retalho, de Gabriel Pessoto. Destaque para os longas contemporâneos Martírio, de Vincent Carrelli, Tatiana Almeida e Ernesto de Carvalho, A seita (que também integra o programa do “Surto & Deslumbramento”), de André Antônio, e Sinfonia da necrópole, de Juliana Rojas (e o flerte musical com o pop paulista uspiano do grupo Rumo), em programa duplo com um raro registro dos tropicalistas em Os mutantes.

Além do debate cultural e estético, com Tropicália: ontem como hoje, também se pretende chamar a atenção para ações de preservação e difusão da cinematografia nacional, pensando na ponte entre o passado e o presente do nosso cinema.

A Mostra tem entrada gratuita com retirada do ingresso uma hora antes da sessão.

A programação da mostra está disponível no site www.cinemateca.gov.br.

Mostra Tropicália: Ontem como Hoje
Data: 
30 de novembro a 17 de dezembro
Local: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – São Paulo/SP

 

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