Perfil Toni Gorbi, ABC

Por Danielle de Noronha

Antônio de Souza Neto, mais conhecido como Toni Gorbi, nasceu em 1951 em Conselheiro Pena, Minas Gerais. Chegou em São Paulo na década de 1970 com o objetivo de fazer cinema. Sua primeira experiência perto das câmeras foi como figurante na TV Tupi, quando teve certeza que nunca mais queria se distanciar delas.

Maquina de Vento em filme com direção de fotografia de Carlos Reichenbach

Iniciou sua carreira na Boca paulista, em 1974, como eletricista, e foi um dos primeiros profissionais brasileiros a se especializar como gaffer, “o braço direito do diretor de fotografia”, como explicou em entrevista ao jornalista Matheus Trunk.

Toni conheceu Carlos Reichenbach, que o levou para trabalhar em “Força dos Sentidos”, de Jean Garret, em Santa Catarina, e o apresentou ao diretor de fotografia Cláudio Portioli, com quem estabeleceu uma longa parceria, como nos filmes “O Fotógrafo” e “O Sexo Nosso de Cada Dia”.

Depois de deixar a Boca, passou a se dedicar aos filmes publicitários, além de seguir atuando em curtas e longas-metragens, trabalhando com renomados diretores e fotógrafos brasileiros e estrangeiros, como Fernando Meirelles, Walter Salles e Christian Aeby.

Toni Gorbi, Claudio Portioli e equipe em filme do David Cardoso no começo dos anos 1980.

Por volta de 2008 passou a exercer também a função de diretor de fotografia, como no longa “A Grande Vitória”, no documentário “São Gonçalo” e nos curtas “Lembrança”, “O Golpe” e “Glass”.

Com mais de quatro mil filmes publicitários e cerca de 65 longas-metragens no currículo, o gaffer e diretor de fotografia também já ministrou diversos cursos e participou de eventos em escolas e universidades.

     

Em reconhecimento ao seu trabalho para o desenvolvimento do audiovisual brasileiro lhe foi concedida a condição de Sócio Emérito da ABC.

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