A presença de pessoas negras no mercado de trabalho Audiovisual

O mercado audiovisual brasileiro é protagonizado por homens brancos. Dados do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), mostram que pretos e pardos representam apenas 20% dos atores e atrizes em papéis de destaque nas produções nacionais de maior bilheteria entre 2002 e 2012. Se tratando do gênero feminino, 4% do elenco principal desses filmes, foram compostos por mulheres pretas e pardas. Para mudar essa realidade, é necessário entender a necessidade de tomada de espaço nas estruturas criativas do audiovisual brasileiro, bem como ações que viabilizem, reflitam e ampliem o diálogo em proposições narrativas.

Como tentativa de mudar essa realidade, a Raio Agency, assumiu o compromisso de contribuir com a equidade de gênero, raça, representatividade e diversidade no mercado audiovisual brasileiro. “A Raio consolida um elo que garante confiabilidade e segurança ao conectar profissionais e empresas do setor audiovisual orientados pela potência da diversidade”, destaca Naiara Leite, executiva da Raio Agency.

Em uma pesquisa, a Boston Consulting Group, constatou que a diversidade nas organizações pode ampliar a competitividade e lucratividade das empresas. Para as companhias comprometidas com uma política consistente de diversidade racial e de gênero, a Raio promete ajudar na busca de profissionais qualificados e que supram as necessidades do contratante. “Empresas, buscam formar equipes diversas, talentosas e com ampla capacidade de entrega. Profissionais, buscam ambientes de trabalho saudáveis, processos que respeitem suas especificidades, e ganhos compatíveis com seus talentos e capacidades de entrega”, frisou Naiara.

Sob outra abordagem, é necessário também ressaltar os benefícios gerados pela diversidade no mercado de trabalho. Estudos comprovam que empresas que enxergam a diversidade como oportunidade e não como barreira, estimulam equipes de colaboradores mais produtivos e confortáveis em seus ambientes de trabalho. “A RAIO quer ser parceira dessas organizações ajudando a construir caminhos viáveis para consolidar as suas próprias políticas internas de diversidade”, acrescenta a executiva.

Se tratando de produções em âmbito mundial, vale lembrar que os filmes que chegam a milhões de espectadores, também definem padrões de comportamento. Por isso, quando não incluem alguns grupos de indivíduos, o cinema atua, mesmo que não intencional, para torná-los invisíveis. “É essencial ressaltar que os preconceitos sociais estruturais são bem mais difíceis de combater do que as ações individuais. Por isso, quando pessoas negras são representadas nas telas, quando trabalham nas diferentes funções do mercado audiovisual, a dinâmica da falta de representatividade começa a mudar, mesmo que seja de forma gradual e lenta. O importante é começar, quanto mais representatividade e diversidade houver nas produções audiovisuais nacionais, melhor será o resultado dos filmes que veremos nas telas”, conclui Naiara Leite.

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