Cinema Vitória e UFS promovem Mostra de Cinema Negro em parceria com a EGBÉ

Nesta segunda-feira, 16, iniciam-se as atividades do Projeto de Extensão UFS | Cine Vitória Online, que tem por intuito principal reunir experiências de estímulo à cultura audiovisual através de mostras, debates e oficinas que potencializam os mais diversos diálogos que podemos construir dentro da sétima arte. Num primeiro momento, devido a pandemia de Covid-19, as ações propostas serão desenvolvidas online seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, mas mantendo o objetivo de manter e continuar construindo o Cinema Vitória, a única sala de cinema de arte do estado desde 1934.

No mês da consciência negra, o pontapé inicial do projeto é a mostra Online de Cinema Negro, em parceria com a EGBÉ – Mostra de Cinema Negro de Sergipe, que exibirá, durante os dias 16/11 e 2211, filmes que têm o objetivo de promover reflexões sobre a ancestralidade, vivências e múltiplas vozes. Os filmes estarão disponibilizados gratuitamente no canal do Youtube do projeto: https://bit.ly/yt-ufs-cinevitoria

Dentre as demais atividades que serão desenvolvidas pelo projeto estão Master Classes e Webinários com convidados(as) especialistas e um podcast exclusivo do Cinema Vitória. A programação das ações realizadas estará disponível no link: https://linktr.ee/ufscinevitoria 

Iniciativa realizada pelo curso de Cinema e Audiovisual do Departamento de Comunicação Social (DCOS) da Universidade Federal de Sergipe, em parceria com a Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal de Sergipe (PROEX) e o Cinema Vitória, o Projeto UFS | Cine Vitória Online é coordenado pela professora Danielle de Noronha e conta com a participação de professores(as) do curso de Cinema e Audiovisual da UFS e de alunos(as) dos cursos de Cinema e Audiovisual, Jornalismo, Artes Visuais, Letras e Relações Internacionais. A proposta visa a propagação da cultura audiovisual no estado e o aumento do acesso a filmes nacionais e internacionais, clássicos e contemporâneos, produções universitárias, locais, etc. 

Programação da Mostra:

A Piscina de Caíque
Sinopse: Sonhando em ter uma piscina, Caíque e seu amigo se divertem escorregando no chão molhado e ensaboado da área de serviço. Por causa do desperdício de água, ele acaba criando problemas com sua mãe.

Conflitos e Abismos: a expressão da condição humana
Sinopse: A produção trata da história do artista plástico sergipano José Everton Santos analisando a estética do seu trabalho e enfatizando a sua concepção sobre o universo artístico. O principal objetivo é tratar filosoficamente sobre a relação existente entre arte e vida, usando um tema ao qual o artista se detém: a expressão da condição do homem.

Coração do Mar
Sinopse: Cercado pela violência da região metropolitana, onde no Brasil a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado, Cadu, filho de Teresa, aos 10 anos sonha conhecer o mar.

Deus
Sinopse: O cotidiano de uma mãe negra da periferia de São Paulo e sua influência divina sobre o filho.

La Santa Cena
Sinopse: O filme reproduz o cotidiano de uma família afro cubana santera, evocando a relação entre o carnal e o espiritual no sacrifício do seu último galo para comer.

Em busca de Lélia
Sinopse: Acompanhe a história de Lélia González, professora e antropóloga, protagonista na militância no Movimento Negro e de Mulheres nos anos 70 e 80.

Nadir da Mussuca
Sinopse: O documentário retrata a rica história de Nadir dos Santos ou simplesmente Nadir da Mussuca, nome que sintetiza narrativas afro culturais de Sergipe. Personalidade da comunidade quilombola Mussuca, do município de Laranjeiras, essa mulher, negra e artista transcende seu território de cantora do Samba de Pareia, do São Gonçalo e do Reisado e se faz presente em espaços onde sua presença ilumina e apresenta traços de uma cultura híbrida com forte teor ancestral da formação afro-brasileira.

Odò Pupa, lugar de resistência
Sinopse: Narra as histórias entrelaçadas de dois jovens negros que, na contramão das estatísticas e estereótipos, travambatalhas diárias pela sua sobrevivência marcada pelo racismo estrutural.

Tempo
Sinopse: João, jovem fotógrafo, retorna à sua cidade natal e encontra o avô com a memória fragmentada pelo Alzheimer.

Título: Jardim
Sinopse: No conjunto Jardim, comunidade dormitório, localizada em Nossa Senhora do Socorro/SE, moradores vivem conflitos culturais e sociais, como religiosidade, violência, preconceito.

Eu, Oxum
Sinopse: O documentário “Eu, Oxum” , dirigido e roteirizado por Héloa e sua mãe Martha Sales, conta a sua história e sua relação com o orixá Oxum, e com outras cinco mulheres “filhas” do mesmo orixá, incluindo a Yalorixá Maria José de Santana, responsável pelo “Ilê Axé Omin Mafé, mais conhecida como “Mãe Bequinha”, que, também conta sua história, como a mais antiga “filha de Oxum” do município de Riachuelo, localizado na região do Vale do Cotinguiba-SE.

Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno
Sinopse: Diante da dor, solidão e desespero, um homem negro assopra um cartucho de Super Nintendo em uma encruzilhada.

Proibido pisar na grama
Sinopse: “É Proibido Pisar na Grama” é um curta documentário que aborda as questões e posições que o racismo estrutural e institucional impõe à população negra brasileira, como o condicionamento ao trabalho braçal, a criminalidade e a falta de acesso a educação, é também uma mensagem de resistência.

Flores do Jardim
Sinopse: Conjunto Jardim, periferia da grande Aracaju, é caracterizado pela caricatura da mídia policial de Sergipe. Flores do Jardim nasceu da necessidade de se criar uma voz que rebatesse a mídia que tanto estigmatiza a comunidade em que a escola está inserida. Criando assim, uma polifonia onde cada um se reafirma como protagonista dessa estória, uma nova estória contada por eles.

Babá Eletrônica
Sinopse: O curta de um minuto mostra como as crianças estão à mercê da vigilância social para seguirem padrões que foram historicamente construídos na sociedade.

Sobre o Cinema Vitória:

O Cinema Vitória é, antes de tudo, um símbolo de resistência. Fundado em 1934, concorria com outros doze cinemas de rua próximos, mas apenas esse conseguiu manter-se, mesmo diante do grande crescimento da capital. Entre idas e vindas, o cinema passou por diversas mudanças que o tornaram cada vez mais atrativo e moderno ao público. O Cinema Vitória hoje representa a tradição dos cinemas de rua em Sergipe e mais uma vez está se adequando e inovando, para garantir a melhor experiência possível ao público. Sendo a única sala de cinema de arte essencialmente sergipana, o Cinema Vitória carrega o legado da cultura audiovisual no estado.

 

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