Cinemateca Brasileira exibe A hora e vez de Augusto Matraga

No dia 17 de julho, às 19h, a Cinemateca Brasileira irá prestar uma homenagem a Roberto Santos e irá exibir “A hora e a vez de Augusto Matraga” e realizar uma conversa com Marília Santos,  companheira de vida e de trabalho do diretor, tendo trabalhado em pesquisas, roteiros, produção, assistência de direção e direção de arte.

Roberto Santos é um dos mais importantes cineastas paulistas. Nascido em 1928, após alguns trabalhos como assistente de direção faz seu primeiro longa como diretor em 1957, O grande momento. Dirige um dos episódios de As cariocas (1966), A desinibida do Grajaú, adaptação da crônica de Stanislaw Ponte Preta. O filme tem episódios dirigidos por Fernando de Barros e Walter Hugo Khouri. Dirige Paulo José e Leila Diniz em O homem nu (1967), comédia adaptada do conto de Fernando Sabino. Professor da Escola Superior de Cinema de São Luís e ECA/USP, ambas em São Paulo, Roberto Santos exerceu um papel fundamental na formação de algumas gerações de cineastas e técnicos.. Em 1971 dirige Adriana Prieto em Um anjo mau, fotografado pelo parceiro dos dois primeiros longas, Hélio Silva. Ainda professor, realiza um trabalho em parceria com os alunos da USP, As três mortes de Solano (1975), longa-metragem baseado no conto A caçada, de Lygia Fagundes Telles. Em 1977, participa de outro filme de episódios, Contos eróticos, baseado em contos premiados no 1° Concurso de Contos Eróticos da revista Status, com o segmento Arroz e feijão. Realiza, em 1979, Os amantes da chuva, drama romântico sobre um casal que provoca tempestades quando estão juntos. Lança a comédia Nasce uma mulher, em 1983. Em 1987, dirige seu último filme, Quincas Borba, uma adaptação do romance de Machado de Assis.

A Cinemateca tem o prazer de homenagear este mestre do cinema brasileiro com a exibição do clássico A hora e vez de Augusto Matraga, baseado no conto de João Guimarães Rosa e música original de Geraldo Vandré. O filme foi vencedor do I Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e representante do Brasil no Festival de Cannes, em 1966. Após a exibição, Marília Santos, companheira e colaboradora de diversos filmes de Roberto Santos, conversará com o público, com mediação do Superintendente da Cinemateca Brasileira, Lúcio Aguiar.

A programação tem entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação da sala.

Para mais informações, acesse: http://cinemateca.org.br/cineasta_mes_roberto_santos

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