CINEMATECA BRASILEIRA exibe três clássicos da CINEMATOGRAFIA IÍDICHE

O diretor emérito do New York Film Festival e professor de Film and Media Studies da Columbia University, Richard Peña é considerado um especialista em cinema internacional. Nas duas palestras a serem realizadas em São Paulo, uma na Cinemateca Brasileira (03 de setembro, sábado) e outra na Hebraica (04 de setembro, domingo), ele dará um panorama histórico do Cinema Iídiche, além de analisar clássicos dessa pouco conhecida cultura cinematográfica. As palestras acontecem antes das exibições de A Luz à Frente (The Light Ahead), na Cinemateca, e de Tio Moisés (Uncle Moses), que será exibido na Hebraica.

A rica cinematografia Iídiche, com 130 longas-metragens e 30 curtas entre 1911 e 1940, talvez seja o primeiro caso de um cinema transnacional com personagens espalhadas pelo mundo que compartilham a mesma língua e cultura, atravessando os limites do tempo e do espaço. Após a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, e a aculturação de imigrantes judeus, os filmes em Iídiche quase desapareceram. Porém, ainda hoje, existem produções audiovisuais na língua.

Sobre o professor RICHARD PEÑA

Richard Peña é diretor emérito do New York Film Festival e professor de Film and Media Studies na Columbia University onde ele se especializa em cinema internacional e teoria de cinema. Em 1988, ele se tornou diretor de programação do Film Society of Lincoln Center e organizou retrospectivas de diretores como Michelangelo Antonioni, Sacha Guitry, Abbas Kiarostami, Robert Aldrich, Gabriel Figueroa, Ritwik Ghatak, Kira Muratova, Youssef Chahine,Yasujiro Ozu, Carlos Saura e Amitabh Bachchan, bem como mostras dedicadas aos cinemas Africano, Chinês, Cubano, Polonês,Húngaro, Árabe, Coreano, Japonês, Soviético e Argentino. De 2001 a 2002, Peña apresentou o Sundance Channel’s Conversations in World Cinema em que ele entrevistou Harmony Korine, entre outros cineastas importantes. Desde 1996, ele organiza com a Unifrance Film o evento anual “Rendez-Vous with French Cinema Today”. Ele também foi responsável por criar o New York Jewish Film Festival. Um palestrante internacional frequente, Richard Peña já foi professor convidado pelas universidades Princeton, Harvard, UNAM — Universidade Nacional Autónoma do México, Universidade de Pequim e USP — Universidade de São Paulo.

Sobre a cantora e compositora NICOLE BORGER

Nicole Borger é cantora e compositora, e idealizadora do Instituto de Música Judaica no Brasil.

Nascida em São Paulo, capital, Nicole Borger tem ascendência norte-americana e européia. Essa mistura cultural aliada a uma intensa vivência internacional e ao domínio pleno de vários idiomas lhe deram a possibilidade de transitar livremente por vários estilos musicais.

Nicole possui voz de contralto de sonoridade quente, densa e grande riqueza de recursos tímbricos. Sua iniciação na música deu-se aos seis anos através do estudo do piano, porém, desde a adolescência dedica-se especialmente ao canto, tendo trabalhado e se apresentado com diversos grupos musicais no Brasil e no Exterior.

Paralelamente à sua atividade musical, Nicole é formada em Direito pela PUC/SP e milita, há mais de vinte anos, na área fiscal, onde hoje é reconhecida como uma das mais conceituadas advogadas do país, por sua incansável defesa dos direitos dos contribuintes.

Sexta-feira, 02 de setembro

19:00 — TEVIE, O LEITEIRO (Tevya)
EUA, 1939, 93 min, digital, p&b
Direção: Maurice Schwartz
Elenco: Maurice Schwartz, Miriam Riselle, Rebecca Weintraub, Paula Lubelski, Leon Liebgold
Sinopse: Filme que inspirou o musical Um Violinista no Telhado. Um leiteiro judeu leva uma vida pacata com sua esposa e suas filhas, que estão prontas para se casar. Apesar de amar suas filhas, o leiteiro tem dificuldades em conciliar suas crenças e o que deseja para elas com o que elas realmente querem.

21:00 — CAMPOS VERDES (Green Fields)
EUA, 1937, 106 min, digital, p&b
Direção: Jacob Ben-Ami, Edgar G. Ulmer
Elenco: Michael Gorrin, Helen Beverley, Isidore Cashier, Anna Appel, Max Vodnoy
Sinopse: Quando um jovem inquieto e angustiado se aventura pelo interior da Bielorússia em busca de “judeus de verdade”, ele recebe lições inesperadas doscamponeses judeus que o contratam como tutor de seus filhos.

 Sábado, 03 de setembro

16:00 — A LUZ À FRENTE (The Light | Fishke der Krumer)
O filme será antecedido por palestra do professor Richard Peña
EUA, 1939, 94 min, digital, p&b
Direção: Edgar G. Ulmer
Elenco: David Opatoshu, Helen Beverley, Isidore Cashier, Rosetta Bialis, Anna Guskin
Sinopse: Em uma pequena cidade na Rússia na década de 1880, dois jovens mas pobres amantes são ajudados por um velho e sábio livreiro.

Domingo, 04 de setembro
14:00 — Tio Moses (Uncle Moies)
O filme será antecedido por palestra do professor Richard Peña
EUA, 1932, 88 min, digital, p&b
Direção: Sidney M. Goldin, Aubrey Scotto
Elenco: Maurice Schwartz, Judith Abarbanel, Mark Schweid, Sam Gertler, Zvee Scooler
Sinopse: O primeiro filme Iídiche falado. O despótico dono de uma fábrica deroupas se apaixona pela filha de um de seus empregados. Ela se sente obrigada acasar com ele para melhorar a miserável situação financeira de sua família apesar deamar um sindicalista que está organizando uma greve na fábrica.

Professor Richard Peña e o Cinema Iídiche
Cinemateca Brasileira | Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)
Largo Senador Raul Cardoso, 207 — Vila Mariana
Ingressos gratuitos e distribuídos uma hora antes de cada sessão

Professor Richard Peña e o Cinema Iídiche
Clube Hebraica | Teatro Anne Frank (300 lugares)
Rua Hungria, 1000 – Pinheiros
Ingressos gratuitos

CINEMATECA BRASILEIRA

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes — FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.

O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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