Cinemateca Brasileira retoma as atividades com gestão emergencial da SAC

Foto: Ana Elisa Farias

É com muita alegria que a ABC recebe a notícia da retomada das atividades da Cinemateca Brasileira, que será gerida de forma emergencial pela Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) depois de dois anos de portas fechadas.

Desde o final de 2019 temos acompanhando as profundas marcas que esse período de abandono deixou na instituição. Sabemos que tanto a SAC quanto as e os profissionais que atuarão na Cinemateca terão um longo e intenso trabalho para reorganizar e retomar as atividades que foram interrompidas e a ABC se coloca à disposição para ajudar no que for possível.

Esperamos que este recomeço seja o início de um processo de sua consolidação e manutenção permanentes. Necessitamos que o Estado brasileiro e a sociedade em geral compreendam a importância da instituição, que é responsável por restaurar, preservar e difundir não apenas a memória do cinema e audiovisual brasileiros, mas da nossa própria história.

Por fim, desejamos que muito em breve a Cinemateca esteja funcionando de forma integral e que possamos nos encontrar em uma Semana ABC presencial. Aproveitamos para parabenizar todas as pessoas que durante esses dois anos estiveram lutando pela reabertura da instituição.

Viva a Cinemateca, o cinema e o audiovisual brasileiros!

Reunião da SAC com o corpo técnico que atuará na Cinemateca.

Segue abaixo o comunicado enviado à imprensa:

A Cinemateca Brasileira, entidade responsável pela preservação e difusão da produção audiovisual do país, retomou parcialmente as atividades nesta quinta-feira, 18 de novembro, após um longo período de interrupção dos trabalhos. A Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) firmou um contrato emergencial, com duração de três meses, com a Secretaria do Audiovisual do Ministério do Turismo, que permitirá o retorno de parte da equipe de colaboradores da Cinemateca, demitidos em agosto de 2020.

Profissionais da área técnica, que já trabalharam na Cinemateca, estão sendo recontratados aos poucos e começam a reocupar seus postos. Na medida do possível, outros colaboradores serão convocados para assumir funções que permitam a recuperação gradual da normalidade de atuação da Cinemateca.

O grupo, em tamanho reduzido, retorna à Cinemateca para uma avaliação minuciosa dos possíveis danos causados ao acervo, aos equipamentos e em sua infraestrutura depois de quase um ano e meio de fechamento e pelo incêndio que atingiu o galpão da Vila Leopoldina, em julho passado.

A reabertura da Cinemateca Brasileira decorre de uma doação da SAC ao governo federal, com a promessa da reconstituição do Conselho Consultivo da instituição como contrapartida. Neste primeiro momento, os fundos são provenientes da Fundação Vale.

A professora Maria Dora Mourão, diretora executiva da SAC, conduzirá a Cinemateca na transição até que o contrato de gestão por cinco anos seja firmado.

Assim que as condições objetivas permitirem, o público poderá voltar a frequentar a Cinemateca. Desde já, o Banco de Conteúdos Culturais, no site da Cinemateca, está novamente acessível.

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