Meu Nome é Bagdá abre programação gratuita de cinema drive-in em São Paulo

O longa-metragem “Meu Nome é Bagdá” vai ter sua primeira exibição pública no Brasil. Após vencer a prestigiosa mostra Generation 14plus do Festival de Berlim e ser destaque eventos na Espanha, Coréia do Sul e Bulgária, o filme é parte da programação inaugural do Drive-in Paradiso. A sessão especial de “Meu Nome é Bagdá” acontece em 1º de agosto, sábado, às 20h00. A estreia do filme deve ocorrer até o final do ano.

Voltada à exibição de produções brasileiras, o Drive-in Paradiso tem ingressos gratuitos que podem ser acessados a partir de 27/07 via a plataforma Sympla [https://www.sympla.com.br/]. As exibições ocorrem no estacionamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no Zona Sul paulistana, com capacidade para cem carros.

“O que mais me empolgou nessa curadoria foi a possibilidade de trazer filmes que fazem parte da memória afetiva brasileira, com títulos que foram grandes sucessos de bilheteria, quanto de exibir outros que provocam reflexões sobre o momento que estamos vivendo”, afirma a curadora da programação, a cineasta e apresentadora Marina Person.

O Drive-in Paradiso é uma realização do Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica de apoio ao audiovisual nacional, com correalização da Secretaria Municipal de Cultura e da Spcine, e parceria do Cine Autorama e apoio da Alesp.

Para a diretora do Instituto Olga Rabinovich, Josephine Bourgois, “o Projeto Paradiso tem como missão apoiar talentos brasileiros e conectar as obras audiovisuais ao público. A pandemia afetou radicalmente a produção e a exibição do cinema em todo o mundo e enxergamos nessa iniciativa uma forma de apoiar o cinema nacional”.

Dirigido pela cineasta paulista Caru Alves de Souza (do longa “De Menor”, vencedor do Festival do Rio) e produzido por Rafaella Costa para a Manjericão Filmes, “Meu Nome é Bagdá” tem distribuição no Brasil pela Pagu Pictures e, no exterior, pela empresa francesa Reel Suspects.

Bagdá, a personagem central do longa, é uma garota de 17 anos que vive na Freguesia do Ó, bairro da periferia da cidade de São Paulo. Ela anda de skate com um grupo de meninos e passa boa parte do tempo com sua família e as amigas de sua mãe. Juntas, elas formam um grupo de mulheres pouco convencionais. Quando Bagdá finalmente encontra um grupo de meninas skatistas, sua vida muda. Em seu cotidiano ela encontra apoio familiar e empoderamento feminino, mas também assédio sexual, preconceito a seus amigos homossexuais e machismo.

Segundo Caru Alves de Souza, que também é corroteirista do longa, o roteiro nasceu do “desejo de contar uma história sobre situações cotidianas vividas por personagens oriundos de um bairro de classe média baixa da cidade de São Paulo, tentando encontrar a poesia existentes nas situações prosaicas.” Segundo ela, a intenção foi fazer um filme “com personagens mulheres que fossem fortes e fugissem dos estereótipos, e também se fortalecessem através dos laços criados entre si.” Com isso, “permitiriam ilhas de amor e afeto, num mundo que frequentemente é hostil a elas”, conclui a diretora.

A personagem título é interpretada pela skatista Grace Orsato, que vive seu primeiro papel no cinema. No elenco estão ainda Gilda Normacce, a cantora e atriz Karina Buhr e a drag queen Paulette Pìnk.

Além do elenco principal, “Meu Nome é Bagdá” tem também assinaturas de profissionais femininas no roteiro, direção, produção, fotografia e direção de arte.

“Meu Nome é Bagdá”
(Brasil, 99 min, ficção, 2020)

com:

Grace Orsato (Bagdá)
Karina Buhr (Micheline)
Marie Maymone (Joseane)
Helena Luz (Bia)
Gilda Nomacce (Gladys)
Paulette Pink (Gilda)
Emílio Serrano (Emílio)
William Costa (Deco)
João Paulo Bienemann (Clever)
Nick Batista (Vanessa)

direção: Caru Alves de Souza
produção: Rafaella Costa e Caru Alves de Souza
produção executiva: Rafaella Costa
roteiro: Caru Alves de Souza e Josefina Trotta
(livremente inspirado no livro “Bagdá, o Skatista”, de Toni Brandão)
direção de fotografia: Camila Cornelsen
direção de arte: Marinês Mencio
montagem: Willem Dias, AMC
production designer: Marinês Mencio
direção de produção: Stella Rainer
supervisor de som e mixagem: Pedro Noizyman
uma produção Manjericão Filmes
em coprodução com Tangerina Entretenimento

 

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