Projeto UFS | Cine Vitória Online promove a 3ª edição da Mostra Elas Por Trás das Câmeras

O projeto UFS | Cine Vitória Online exibirá a 3ª edição da Mostra Elas Por Trás das Câmeras em seu canal do YouTube. A programação, que conta com 14 curtas e quatro longas-metragens, tem início no dia 04 de janeiro e segue até o dia 17. A curadoria foi realizada pelas professoras Danielle de Noronha e Maíra Ezequiel e tem o objetivo de visibilizar e fomentar o cinema produzido e protagonizado por mulheres.

Num primeiro momento, devido a pandemia de Covid-19, as ações propostas pelo projeto foram desenvolvidas online seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, mas mantendo o objetivo de manter e continuar construindo o Cinema Vitória, a única sala de cinema de arte do estado desde 1934. Os filmes serão disponibilizados gratuitamente no canal do YouTube do projeto: https://bit.ly/ufs-cine-vitoria-yt

Programação da Mostra:

Curtas:

Ângela (Dir: Marília Nogueira)
Sinopse: Angela vive sozinha e coleciona diagnósticos de doenças que nunca teve. Sua ficção segue imperturbável até a chegada de Sueli, e o vislumbre de uma nova existência.

Quando Elas Cantam (Dir: Maria Fachin)
Sinopse: “Quando Elas Cantam” é um documentário que pretende abordar o impacto que aulas de canto e a prática do coral exerce sobre a vida carcerária de algumas detentas da Penitenciária Feminina da Capital de São Paulo. Trata-se de investigar a potência da arte como ferramenta de regeneração destas mulheres.

Só Sei Que Foi Assim (Dir: Giovanna Muzel)
Sinopse: Quando Santiago, o melhor amigo de Júlia encontra um livro falando sobre a selva e como é a vida lá, ele decide que está na hora de finalmente agir como um tigre e decide partir em uma jornada até a selva. Durante essa aventura eles confrontam suas inseguranças e encontram algumas das forças que possuem.

A Água Não Flui Para Trás (Dir: Dominique Mangueira)
Sinopse: Pequenas encenações, performances, imagens de arquivo, fragmentos narrativos, reflexivos e poéticos acerca da infância, da maternidade e do isolamento social, abordados a partir do olhar subjetivo da diretora.

Rã (Dir: Julia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti)
Sinopse: Val e suas duas filhas vivem numa casa de 16 metros quadrados. Certa madrugada, mãe e filhas são subitamente acordadas com palmas e alguém chamando por Val no portão. A voz é de Neném Preto, amigo de Val e dono do mercadinho. No portão, Val ouve dele um estranho pedido: o de usar seu quintal para desovar uma exótica carga. Mãe de família, ela hesita, mas acaba cedendo.

Lambe Sujo (Dir: Gabriela Greeb, Paulo Dias e Marianna Monteiro)
Sinopse: Um filme etnográfico sobre a memória imaterial. Um retrato da festa do Lambe Sujo.

Em Concha (Dir: Clécia Borges)
Sinopse: Sob o olhar voltado para o isolamento social, transcreve-se através de imagens e uma narrativa poética as “frestas” que aparecem como ponto de fuga e de criação nesse momento.

Riscadas (Dir: Karol Mendes)
Sinopse: Tendo como cenário o Centro da capital do Espírito Santo, três artistas mulheres capixabas contam suas vivências e como a arte urbana, aliada ao movimento feminista, se tornou importante ferramenta no enfrentamento à violência contra a mulher.

Do Observatório Eu Vi (Thaís Inácio)
Sinopse: Em “Do Observatório Eu Vi“, além da homenagem a Antônio Faleiro, pioneiro da ufologia no Brasil, a cineasta Thaís Inácio nos faz questionar sobre as possibilidades de comunicação em uma era ultra tecnológica como a nossa.

Invisíveis Prazeres Cotidiano (Dir: Jorane Castro)
Sinopse: Retrato da cidade de Belém através do universo de seus jovens blogueiros.

Tempo Circular (Dir: Graci Guarani)
Sinopse: O curta tempo circular, aborda o tempo na visão indígena da nação pankararu. um tempo não linear, um tempo circular, tempo de escutar o passado estando no presente e pensando no futuro, um tempo onde os três estágios de tempo se comunicam com sabedoria, respeitando o ciclo natural das coisas, tempo circular trás narrativas originais com canções, dizeres da vida, da corrida diária pelo bem estar e o apelo à ancestralidade e a paz.

Perifecu (exibido por 24 horas no dia 08/01 – Dir: Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira)
Sinopse: O filme continua a linha de trabalho desenvolvida na WebSérie Babado Periférico, mas agora apresenta uma história ficcional. Ambientado no Grajaú e na região central, teve como ponto de gravações a Casa 1, centro de acolhida para LGBTs expulsos de casa. O filme conta a trajetória de Denise (Ingrid Martins) e Luz (Vita Pereira), mulheres negras que cresceram no meio de canções de rap, louvores de igreja e passos de vogue e mostra como levar a vida adulta com pouco dinheiro no bolso.

Longas:

À Luz Delas (exibido por 24 horas no dia 09/01 – Dir: Luana Farias e Nina Tedesco)
Sinopse: Um documentário sobre ser diretora de fotografia no Brasil: as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ingressarem e se manterem na profissão, e suas estratégias de luta por um audiovisual mais democrático e plural.

Fakir (exibido por 24 horas no dia 10/01 – Dir: Helena Ignez)
Sinopse: O último longa-metragem dirigido por uma das maiores cineastas do Brasil tem como ponto de partida um livro de 2015 sobre faquirismo, uma arte da fome cujos intérpretes mais famosos chegavam a ficar 100 dias em jejum. O trabalho de Ignez mescla material de arquivo das décadas de 1920 a 1950 com cenas documentais e teatrais contemporâneas para explorar uma prática raramente exercida hoje em dia, mas que já atraiu multidões em países como França e Brasil. O filme destaca algumas das mais icônicas mulheres faquires, cujas identidades enquanto artistas e mulheres lhes causaram uma dupla perseguição.

Memórias Afro Atlânticas (exibido por 24 horas no dia 16/01 – Dir: Gabriela Barreto)
Sinopse: O documentário em longa-metragem “Memórias Afro-Atlânticas” segue os passos do linguista afro-americano Lorenzo Turner (1890-1972) em suas pesquisas conduzidas na Bahia no início da década de 1940. Ao longo de meses de investigação em terreiros de candomblé́ de Salvador e do Recôncavo, Turner produziu preciosos registros em áudio e fotografias, retratando a experiência linguística e musical de personalidades religiosas como Mãe Menininha do Gantois, Joãozinho da Goméia e Manoel Falefá́. Apresentando imagens e sons raros, o documentário “Memórias Afro-Atlânticas” revisita os terreiros de candomblé registrados por Turner quase 80 anos depois, em busca de memórias e remanescentes ainda vivos.

Torre das Donzelas (exibido por 24 horas no dia 17/01 – Dir: Susanna Lira)
Sinopse: Quarenta anos após serem presas durante a ditadura militar na Torre das Donzelas, como era chamada a penitenciária feminina, ao lado da ex-presidente da República Dilma Rousseff, um grupo de mulheres revisita a sua história.

Atividades desenvolvidas na primeira etapa do projeto:

Durante a primeira etapa do projeto foram desenvolvidas Mostras, Master Classes e um podcast exclusivo do Cinema Vitória. A iniciativa tem por objetivo principal reunir o maior número de experiências de estímulo à cultura audiovisual que potencializam os mais diversos diálogos que podemos construir diante da sétima arte. A mostra Elas Por Trás das Câmeras é a quarta já realizada pelo projeto UFS | Cine Vitória Online, que teve início com a mostra de Cinema Negro (16/11 e 22/11) em parceria com a EGBÉ, em seguida a mostra de Cinema Indigena (27/11 a 13/12) e a mostra de Animação (14/12 e 20/12). A playlist com todas as mostras pode ser acessada gratuitamente no canal do YouTube do projeto: https://bit.ly/ufs-cine-vitoria-yt.

Também foram desenvolvidos três Master Classes com convidados especialistas sobre diferentes aspectos do cinema e audiovisual. Os temas foram selecionados a partir do resultado de um formulário enviado aos estudantes e profissionais do estado. A primeira contou com a presença de Lu Silva e tratou sobre edição de imagens (27/11), a segunda foi ministrada por Marghe Pennacchi, que tratou sobre a direção de arte no audiovisual (04/12), Daniel de Andrade Lima, terceiro convidado, falou sobre o reconhecimento do corpo em cena no cinema (14/12), e, finalizando a primeira etapa do projeto, Nina Tedesco apresentou uma aula sobre cinema feminista latino-americano (18/12). As master classes estão disponíveis no canal do YouTube do projeto.

Foi criado também um Podcast do Cine Vitória, disponibilizado na plataforma do Spotify. O primeiro episódio apresenta o tema “Cine Vitória e o Fazer Cinema em Sergipe” e conta com a diretora do Cinema Vitória, Rosangela Rocha, e o Produtor do Sercine, Baruch Blumberg, como entrevistados. No segundo episódio, as convidadas Lorena Garcia, professora no Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe e coordenadora do projeto Arqueologia e Histórias de vida: pesquisa arqueológica e etnoarqueológica com os Tupinambá de Belmonte (BA) e as louceiras Xokó da Ilha São Pedro (SE), e Gabriela Melo, estudante de cinema e audiovisual (UFS), assessora e social media do Festival Sercine e da Mostra EGBÉ, discutem sobre como a arte potencializa olhares e cria espaços de resistência, dando voz e visibilidade por meio do cinema e outros canais artísticos que se difundem na sociedade. Todos os episódios do podcast podem ser acompanhados através do link https://anchor.fm/cinevitoriapodcast

Iniciativa realizada pelo curso de Cinema e Audiovisual do Departamento de Comunicação Social (DCOS) da Universidade Federal de Sergipe, em parceria com a Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal de Sergipe (PROEX) e o Cinema Vitória, o Projeto UFS | Cine Vitória Online é coordenado pela professora Danielle de Noronha e conta com a participação de professores(as) do curso de Cinema e Audiovisual da UFS e de alunos(as) dos cursos de Cinema e Audiovisual, Jornalismo, Artes Visuais, Letras e Relações Internacionais. A proposta visa a propagação da cultura audiovisual no estado e o aumento do acesso a filmes nacionais e internacionais, clássicos e contemporâneos, produções universitárias, locais, etc. A programação das ações realizadas pelo projeto UFS | Cine Vitória Online estará disponível no link: https://linktr.ee/ufscinevitoria.

Sobre o Cinema Vitória

O Cinema Vitória é, antes de tudo, um símbolo de resistência. Fundado em 1934, concorria com outros doze cinemas de rua próximos, mas apenas esse conseguiu manter-se, mesmo diante do grande crescimento da capital. Entre idas e vindas, o cinema passou por diversas mudanças que o tornaram cada vez mais atrativo e moderno ao público. O Cinema Vitória hoje representa a tradição dos cinemas de rua em Sergipe e mais uma vez está se adequando e inovando, para garantir a melhor experiência possível ao público. Sendo a única sala de cinema de arte essencialmente sergipana, o Cinema Vitória carrega o legado da cultura audiovisual no estado.

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