São Paulo recebe mostra A Luz Invisível de Rui Poças

De 01 a 06 de Agosto, o Centro Cultural São Paulo, em parceria com o Consulado Geral de Portugal em São Paulo e Apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa, I.P., O Som e a Fúria e Rosa Filmes, apresenta A Mostra A Luz Invisível de Rui Poças, que traz uma pequena seleção de alguns dos trabalhos mais emblemáticos do fotógrafo português Rui Poças, “do fantástico” de As Boas Maneiras, à “noite” de O Fantasma, “da película em preto e branco” de Tabu, ao “free jazz” de Aquele Querido Mês de Agosto. Rui Poças também estará presente, trazendo todo o arcabouço de suas experiências para uma Master Class preparada especialmente para o Centro Cultural São Paulo.

Rui Poças é um dos diretores de fotografia mais creditado do cinema português atual, tendo o privilégio de trabalhar para grandes diretores do cenário cinematográfico mundial, como Lucrécia Martel (Zama), João Pedro Rodrigues (O Fantasma, Odete, Morrer como um Homem, O Ornitólogo), Miguel Gomes (Tabu, Aquele Querido Mês de Agosto), Marco Dutra e Juliana Rojas (As Boas Maneiras) e, recentemente, Ira Sachs e Isabelle Huppert (Frankie).

Em algumas de suas entrevistas, Rui deixa claro que sua presença nos filmes é sempre sutil e cooperativa, “Quero ser o Mr. Spock, não quero ser capitão Kirk; não quero ser o [Mick] Jagger, quero ser o [Keith] Richards.”, uma postura que vai na contracorrente de um meio essencialmente egóico, onde geralmente cada função cinematográfica se digladia no esforço de se destacar uma mais que a outra.

Rui Poças desenvolveu o seu trabalho ao lado de dois dos maiores expoentes portugueses do cinema atual, Miguel Gomes e João Pedro Rodrigues. “Qual é então a sua assinatura?”, uma questão um tanto que ingênua para se fazer a um fotógrafo da grandeza de Rui Poças, que sabe da necessidade de sua versatilidade e da abrangência de seus conhecimentos, e, principalmente, de sua responsabilidade como um criador de soluções.

Fotografando Zama, o último filme da argentina Lucrécia Martel, Rui destaca os desafios de pensar a imagem através de uma artista que cria a partir das possibilidades sonoras de uma cena. “O que te posso dizer, para um diretor de fotografia trabalhar com uma pessoa como a Lucrecia Martel é um desafio tremendo. Isto porque o ponto de vista criativo dela parte normalmente do som e não da imagem.”

Para conhecer a programação completa, acesse o site do CCSP.

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