Sobre a Autoria das Imagens Cinematográficas

Outro dia na Associação Brasileira de Cinematografia, discutindo sobre as funções do Diretor de Fotografia, um colega perguntou: quem somos nós?
Respondi prontamente, que nós éramos os responsáveis por todas as imagens em movimento que existiram nos últimos cem anos.

Nas imagens do Cinema ou da Televisão sempre esteve presente um Fotografo, um Cinegrafista ou Diretor de Fotografia, não importa como o chamamos.

Temos que aceitar que nem sempre essas imagens foram o produto da vontade, da determinação e das indicações do Diretor de Fotografia mas não podemos negar que foi êle sempre quem as fez existir.

Estudando a História da Arte, nos acostumamos a pensar na criação de imagens, poesia, literatura e música como um processo solitário onde os autores, pensam, esboçam, e apresentam sozinhos, seus quadros, fotos, livros e partituras musicais.

Sempre os consideramos autores dessas obras.

Isso certamente foi assim, até o advento do Cinema no final do século XIX.

As imagens do Cinema nasceriam sempre da indicação de um roteiro, seriam interpretadas por um Diretor, que nem sempre as teriam escrito, e depois elaboradas por um processo específico pelo Diretor de Fotografia.

Ao contrário do que sempre existira, nas imagens cinematográficas o processo de criação passaria a ser coletivo e não mais individual.

No processo de elaboração de imagens, quer na Pintura, Fotografia, ou na Cinematografia, sempre partimos de uma Imagem Real como referência, exceto na Arte Abstrata.
O Artista (ou Autor) observa essa imagem e a reproduz no seu devido campo, como um quadro, uma escultura, uma foto, ou a cena de um filme.

Na maior parte das vezes existe uma diferença entre a Imagem Real e a Imagem Criada. Essa diferença é o fator subjetivo que o artista imprime à Imagem Criada, e que é nada mais nada menos do que a sua Criação, portanto a sua Autoria.

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