Categorias Profissionais

Categorias Profissionais

Diretor(a) de Fotografia

Por Bruno Polidoro

A direção de fotografia é um ofício, uma arte ampla, que une a construção técnica da imagem com a pulsação do imaginário e a própria observação do mundo. Na fotografia, exercemos experimentações dos estados de luz e visualidade do nosso cotidiano, e encontramos as melhores técnicas e equipamentos para construir, reproduzir e captá-lo. É um processo de afloramento dos sentidos, compreendendo como luzes, sombras, texturas e pontos de vista imprimem distintas atmosferas nos corpos e geografias.

A partir do afeto pessoal passamos a vivenciar a fotografia, somando experiências de encontros com as imagens que nos cercam e suas especificidades. Com esse material imerso em nós, usufruímos de procedimentos técnicos – câmera, lentes, filtros, luzes, rebatedores – para produzir novas imagens. Assim, podemos pensar que a direção de fotografia é trajeto, pois brota de pequenas palavras e sensações do roteiro, passa pelo set de filmagem, pela pós-produção até as projeções; é também corpo e superfície, em que criam-se barreiras físicas para desenhos de luz, desfoques e manipulações de cor; é dança e jogo, pois brinca-se com as rachaduras, as sombras, esconde-se e revela-se; são gestos no espaço onde o nosso corpo-câmera encontra o outro, em um hiato de criação.

A direção de fotografia é tempo: de exposição, de montagem de luz, de duração do take, de plano de filmagem, de orçamentação. É também mapa: posição e altura dos tripés, luzes diegéticas e extra-diegéticas, fundos desfocados, temperaturas de cor – um guia para o público e seus olhares. E, acima de tudo, a direção de fotografia é grupo: da elétrica, da assistência de câmera, da maquinaria, da pós-produção, das coloristas, de motoristas, das operadoras de câmera, dos drones, das subaquáticas. Cada profissional com sua história, sua técnica, em uma sinfonia síncrona que tece a imagem em movimentos e profundezas.

Ao fotografar, unimos os tempos, em projeções de imagens que nos afetaram e imagens sonhadas, que um dia irão se concretizar. A direção de fotografia tateia a escuridão, visa construir frestas por onde brotarão luzes. É um universo em constante metamorfose: somos envoltos(as) e transformamos sensações em obras impressas em telas físicas e em imaginários particulares.

Operador(a) de Câmera

Por Bacco Andrade

O(A) operador(a) de câmera é a pessoa que segura o quadro do cinema, literalmente, em suas mãos. É responsável pela construção da linguagem junto à direção de fotografia. Colabora e se comunica diretamente com os demais departamentos na construção dos planos. Trabalha com a direção na marcação dos planos, atores, atrizes e figuração.

Orienta a elétrica e a maquinária sobre os limites de quadro e posicionamento dos refletores e demais equipamentos necessários para cada plano. Comunica-se com a arte e a produção sobre a necessidade de mover qualquer objeto, por exemplo.

A operação de câmera também é responsável pelo cuidado e manuseio da câmera cinematográfica, por conhecer as características técnicas desse equipamento e orientar a equipe de câmera, ajudando o(a) primeiro(a) assistente de câmera a marcar o foco e o(a) segundo(a) assistente de câmera a esconder essas marcas de foco e posicionar a claquete entre cada plano.

Executa os enquadramentos e movimentos de câmera utilizando seus mais variados suportes: tripé, câmera na mão, nos trilhos ou algum estabilizador, como steadicam ou gimbal, de acordo com a necessidade da narrativa.

Uma função muito honrosa que requer muitas habilidades técnicas, paciência e concentração total desde a leitura do roteiro até o último take.

1º Assistente de Câmera

Por Itamar Bethancourt

O(A) 1º assistente de câmera é um(a) dos(as) chefes de equipe na área da direção de fotografia. É o responsável técnico pela câmera e realiza assistência técnica nos equipamentos de câmera para o(a) fotógrafo(a).

A principal função durante as tomadas da filmagem é o desenho de foco da cena, razão pela qual também pode ser chamada a função de “foquista”. Além do foco, é função do 1AC zelar pelo cuidado com todo o equipamento e auxiliar o(a) operador(a)/fotógrafo(a) com demandas que possam ter para melhor adequar a câmera, realizar as trocas de lentes, colocação de filtros, configuração de câmera e demais questões necessárias para o bom funcionamento da câmera, ou seja, tudo que esteja de fato na câmera.

Na locadora, coordena os testes necessários a serem feitos de câmera, lentes, filtros e outros possíveis testes que serão verificados pelo departamento de pós-produção e pelo(a) diretor(a) de fotografia.

Como chefe de equipe, cabe ao(à) 1AC a montagem de lista de câmera com as demandas do(a) diretor(a) de fotografia, o contato com a locadora para adequar a lista e o contato com a produção para estabelecer as condições de trabalho para toda a equipe de câmera.

É importante o estudo constante de câmeras, acessórios wireless, lentes e texturas ópticas, e em complemento gestão de pessoas e comunicação.

2º Assistente de Câmera

Por Itamar Bethancourt

O(A) 2º assistente de câmera assiste diretamente ao primeiro assistente de câmera, pelas demandas que possam ter durante as filmagens. O 2AC cuida de todos os equipamentos que não estão na câmera, mantendo a organização e limpeza, para que o mais rápido possa ser fornecido quando requisitado pelo 1AC e operador(a)/fotógrafo(a).

O(A) 2AC é responsável por marcações de foco, ator/atriz, auxiliar na troca de lentes, filtros, baterias, auxiliar na organização da equipe, preencher boletins de câmera, cuidar da organização dos cartões e sua rotulação, além de auxiliar na configuração de câmera quando necessário.

No set, o(a) 2AC, geralmente, é o(a) responsável também por bater claquete e, por esse motivo, precisa estar em um bom contato com a assistência de direção e com o(a) continuísta.

É importante estudar boas práticas para cuidados de equipamentos, manutenções básicas e comunicação.

Gaffer

Por Junior Malta 

Gaffer, originalmente, é como era chamado o chefe dos trabalhadores no porto de Londres. Algumas traduções também mencionam como capataz. No início, no cinema, era isso mesmo, a função era organizar tudo que estivesse à sua volta. Com o tempo, o(a) gaffer foi ficando mais próximo(a) da luz e cada vez mais próximo(a) da fotografia.

Exercer a função de gaffer nos dias de hoje está muito mais ligado ao lado artístico, tudo que envolve o trabalho do(a) gaffer converge para ter uma boa fotografia. Por isso, é fundamental que um(a) gaffer passe por todos os estágios da elétrica para poder ocupar essa função. O(A) gaffer, no set de filmagem, tem os olhos em todos os lugares. Além de traduzir o que o(a) diretor(a) de fotografia e o(a) diretor(a) pensam da luz, ele(a) organiza o equipamento e o orçamento com a produção. Essa tarefa é a mais difícil: conseguir entregar o que o filme pede com o orçamento que o filme tem. A ideia inicial sempre é a mais cara, daí a importância de ter um(a) gaffer com experiência em todas as etapas da elétrica, assim, ele(a) pode contribuir com várias ferramentas que adquiriu durante os anos. 

O principal segredo para ser um(a) bom(boa) gaffer é aprender com os erros dos(as) chefes. Como eletricista, você percebe como as decisões do(a) gaffer surtem efeito, além de também entender como é feita essa tradução entre o pedido de uma luz forte, porém suave, se transformar concretamente com refletores. Algumas pessoas farão com mais refletores e difusões mais pesadas, outras com luzes menores e difusão mais fina, e por aí vai. 

O(A) gaffer que for observador(a) vai continuar absorvendo essas informações de novos(as) diretores(as) de fotografia e cada vez mais aprimorando seu repertório. Quando alguém pergunta como fazer para entrar na fotografia e conhecer mais sobre cinema, luz, arte e todo o resto, não tenha dúvida, esse estágio, na minha opinião, tem que começar com o(a) gaffer. 

GMA/TID

Por Rafael Giuliano 

TID, do inglês DIT (Digital Imaging Technician), é a função que trabalha em colaboração com a direção de fotografia na configuração eletrônica da câmera, monitoração da exposição e implementação de perfil de cor.

Auxilia a pós-produção em processos e manipulação de arquivos digitais, realizando conversões entre diversos formatos e normalização de cor para montagem. Realiza manipulação de cor e exposição ao vivo e monitora o sincronismo entre áudio e imagem. Emite relatórios detalhados de câmera e gera arquivos de perfil de cor de acordo com a necessidade.

Já o GMA (Gerenciador de Mídia Audiovisual), anteriormente denominada logger, é a função responsável pela cópia, organização e verificação dos arquivos gerados pela câmera para as mídias de armazenamento, garantindo a integridade dos arquivos e verificando a qualidade do material gravado.

Diretor(a) de Arte

Por Mônica Palazzo, ABC

A direção de arte, através de suas operações, saberes e materiais, constrói os ambientes, veste e caracteriza os(as) personagens, e embasa o desenho da luz diegética. Ela é a responsável pela composição do mundo material que fará emergir esteticamente o espaço/ambiente em que os(as) personagens vão interagir e, posteriormente, o(a) espectador(a), que será inserido(a) na experiência fílmica, com suas atmosferas e realidades próprias.

A direção de arte é um campo de exploração de expressividades audiovisuais que tem como ponto de partida a vivência no mundo e do mundo, e, como horizonte, a ampliação e a intensificação dos sentidos que uma experiência estética pode desencadear.

Essa singularidade a classifica como um dos meios mais abrangentes no contexto do processo criativo do audiovisual. A direção de arte audiovisual se articula enquanto articula as diversas metodologias, meios, técnicas e materiais; da arquitetura à fotografia; do desenho à mão livre à imagem em movimento; do projeto, com seus desenhos técnicos executivos, medidas e descrição de materiais, à imagem pictórica como parâmetro para a criação de um conjunto específico de relações entre cor e luz; da moda, figurino e maquiagem, usados no projeto de caracterização do personagem, às estéticas de interpretação que perpassam toda a história da encenação; dos palcos às telas de cinema, TV e de dispositivos móveis pessoais.

A direção de arte como forma poética e o audiovisual como meio expressivo modelam a forma como corpos, e olhares, são afetados pelo mundo, por meio das visualidades e sonoridades de suas situações cotidianas, da lembrança de experiências vividas, e das imagens projetadas pelo e no nosso imaginário.

Cenógrafo(a)

Por Larissa Cambauva e Monica Palazzo, ABC

Cenografia é aquilo que faz a mágica acontecer! Quando tudo o que estava idealizado, discutido, desenhado e acordado com a direção de arte, materializa-se em cores, formas, texturas, volumes e sensações! É quando aquele espaço vislumbrado, desenhado no papel e/ou no computador se torna tridimensional em sua materialidade e nuances.E para existir tudo isso, uma grande equipe se forma:

  • O(A) cenógrafo(a): responsável pelos projetos técnicos e executivos da construção do espaço;
  • O(A) cenotécnico(a) e sua equipe de marceneiros: responsáveis pela construção de paredes, portas, janelas, piso, teto e, muitas vezes, de mobiliário;
  • O(A)s pintores(as): responsáveis pelas cores, textura, envelhecimento, simulação de outros materiais, e criação de vivência no ambiente, independentemente se ele acabou de ser construído;
  • O(A) produtor(a) de arte e seus(suas) assistentes: responsável pelo desenho e execução do, orçamento, contratação de equipe específica, pesquisa e compras de materiais;
  • O(A) produtor(a) de objetos e seus(suas) assistentes: na criação, pesquisa e produção busca dos objetos ideais que ambientarão cada set e suas histórias;
  • O(A) aderecistas: que produzem todo e qualquer objeto até então inimaginável, seja a partir de matéria-prima, seja transformando uma “coisa em outra”.

Essa grande equipe está organizada em total sintonia, na qual cada integrante tem seu espaço e tempo de trabalho, fazendo com que cada pecinha desse quebra-cabeça em tamanho real vá se encaixando até formar o que chamamos de cenário. O qual, por sua vez, pode ser surrealista, minimalista, realista, épico, futurista, no qual pode chover, pegar fogo, explodir, paredes podem cair e árvores podem nascer… tudo o que o roteiro pedir, a imaginação inventar e o orçamento permitir.

E contamos, muitas vezes, com a ajuda da tecnologia, adicionando a cenografia digital (3D) projetadas em painéis de led ou aplicadas como extensões do set físico, com o uso do chroma-key.

Na cenografia, cada detalhe é levado em consideração, desde a madeira que servirá de estrutura para o contrapiso, até uma pequena pena que cai em cena, na ponta do nariz da personagem, levando-a ao próximo ato.

Maquiador(a)

Por Lucila Robirosa

A caracterização é um elo entre o ator ou a atriz e seu(sua) personagem. Ajuda a mostrar suas características, emoções, idade, situação social, sua história pessoal, a época e o contexto em que ele(a) vive.

Nossa tarefa consiste em trabalhar junto ao(à) diretor(a) pra chegar num conceito comum, levantar ideias, ajudar a construir e desenhar o perfil dele(a), que não necessariamente traz a beleza tradicional, mas, sim, mostra a sua emoção e seu espírito.

Somos parte do projeto desde o primeiro momento. Começamos lendo e decupando o roteiro e fazendo pesquisas para pensar e propor um perfil para cada personagem. Logo depois, vem as leituras em equipe para falarmos sobre o clima, a paleta e a direção que terá a história que estamos contando. Trabalhamos de mãos dadas com a direção de arte e o figurino para poder alinharmos um mesmo caminho.

Em seguida chega o ator e a atriz para também escutarmos as suas ideias e aplicar tecnicamente o que foi desenhado junto com as outras áreas. É fundamental a parceria com a direção de fotografia. A luz incide diretamente sobre os rostos e tem a possibilidade de realçar nosso trabalho ou modificar cores e texturas. Devemos ter encontros prévios para poder vermos juntos como as peles reagem com à luz.

É importantíssimo o trabalho em conjunto, tanto nas provas como ao longo de toda a filmagem. O audiovisual é feito do trabalho e a parceria entre todos os departamentos. Ter um olhar único é um grande desafio. Nosso trabalho é bem mais efetivo quando não se vê “a nossa mão”, para que o(a) espectador(a) consiga se identificar, acreditar e se emocionar com a história que estamos contando entre todos(as).

Técnico(a) de Som Direto

Por Tide Borges, ABC

A captação do som durante as filmagens é conhecida como “captação de som direto” e é realizada pelo(a) técnico(a) de som direto, que é a pessoa responsável pela captação de todos os sons nas locações ou estúdios durante o período da filmagem. São esses sons as vozes, os sons ambientes e o som dos objetos utilizados durante as filmagens.

A realização sonora de uma obra audiovisual passa por vários processos: a preparação (quando todos os departamentos, juntamente com a pós-produção, determinam o que é importante para a obra), a filmagem e a pós-produção. Todos os sons que gravamos nas filmagens vão ser usados na pós-produção em camadas, em layers. Então, é importante que cada elemento sonoro seja gravado isoladamente, para que tenha a possibilidade de ser melhor manipulado na pós-produção sonora. E é por isso que precisamos de silêncio durante as gravações.

A maior responsabilidade recai sobre a gravação das vozes dos atores ou das atrizes, no caso de uma obra de ficção, pois muitas vezes é impossível recuperar a emoção produzida na hora da filmagem em uma dublagem realizada meses depois. A gravação das vozes num documentário também tem sua importância, pela espontaneidade de um depoimento ou entrevista e por não existir a possibilidade de dublagem.

Como cada espaço possui características sonoras muito próprias, é importante reservar algum tempo para a gravação dos sons ambientes onde são filmadas as cenas. Esses sons são gravados no final das filmagens de cada locação e durante o processo de finalização vão ajudar a compor o tempo e o espaço da cena.

Às vezes são utilizados objetos que emitem sons muito característicos e que será difícil que a pós-produção tenha acesso depois, portanto, faz parte das nossas atribuições gravar esses sons também.

Aparentemente, parece um trabalho técnico, mas é um trabalho artístico também pois envolve sensibilidade auditiva, criatividade e muitas escolhas.

Mixador(a)

José Luiz Sasso, ABC

A mixagem faz parte do processo de pós-produção de peças sonoras, quaisquer que sejam elas. Nesse processo, um(a) técnico(a) de mixagem irá equalizar e equilibrar, de forma harmônica, os vários elementos sonoros que compõem tais peças.

Nas produções audiovisuais, a mixagem terá como elementos de trabalho todos os sons captados, criados, gerados e editados (pela edição de som) em diversas pistas. Tradicionalmente serão as pistas contendo os diálogos, os sons ambientais, os efeitos sonoros (ruídos), os ruídos de sala (foley) e as músicas.

A mixagem é, por princípio, uma etapa técnica, porém com substancial (importante) contribuição artística na finalização sonora de uma obra audiovisual, uma vez que a dinâmica e o equilíbrio dos vários elementos sonoros criam o que podemos chamar de “envolvimento sonoro”, que, necessariamente, deverá corresponder aos anseios (conceitos) artísticos pretendidos (propostos) pela da direção da obra.

Salientando que após uma mixagem sempre haverá o processo da masterização do som, que consiste na adequação (padronização) do “áudio mixado” para os mais diversos meios e sistemas de exibição.

Editor(a) de Som

Por Maria Muricy, ABC

A edição de som faz parte da etapa de pós-produção (ou finalização) de um filme, juntamente com a mixagem. A equipe que realiza esse trabalho se compõe do(a) próprio(a) editor(a) de som (ou editores(as), quando uma pessoa mexe nos diálogos, outra ajusta os ambientes e efeitos, outra faz foley, e assim por diante), seus(suas) assistentes, todos(as) ao(à) supervisor(a) de edição de som, que acompanha ambos os processos (edição e mixagem).

O(A) editor(a) de som em um filme é o responsável por receber o filme editado e, além de limpar e melhorar o som que foi gravado no set (inclusive dublando, se necessário), ele(a) desenvolve um trabalho muito mais criativo e conceitual, pois é na pós-produção que será criada, de fato, a linguagem sonora do filme – o desenho sonoro daquele projeto.

O som é trabalhado para atuar em conjunto com as imagens, potencializando ritmo e densidade dramática à história. Todos os sons necessários para a narrativa, desde a maçaneta de uma porta até uma explosão, ou a chuva, animais, carros, e tudo o mais, é criteriosamente escolhido e editado para ampliar a qualidade sonora daquela história, de modo a envolver totalmente o(a) espectador(a) na “realidade” mostrada pelo filme.

Supervisor(a) de Som

Por Luiz Adelmo, ABC

À medida que a edição de som se torna mais complexa, a função do(a) supervisor(a) de som torna-se necessária. Conhecedor(a) de todo processo de pós-produção sonora, o(a) supervisor(a) torna-se o elo entre direção, produção e equipe de edição de som, composição de trilha musical e mixagem.

O(A) supervisor(a) de som seria o(a) chefe do departamento de som, coordenando a equipe de editores(as) (de diálogos, efeitos, foley) e ligação com a trilha musical e mixagem. Eventualmente, pode ter ligação com edição de imagem, em maior ou menor grau, dependendo da produção.

É o(a) supervisor(a) quem garante que orçamento e logística estejam em dia, além de ser responsável pela qualidade do processo e dos resultados obtidos. Dependendo do tamanho da produção, o(a) supervisor(a) também se encarrega de outras funções, como sound design, gravação de efeitos sonoros e acompanhamento de dublagem (ADR).

Sendo papel de liderança, o(a) supervisor(a) normalmente é alguém com bastante experiência e geralmente é um(a) editor(a) de som que desempenha várias funções.

Engenheiro(a) de Som

Por Carlos Klachquin, ABC

Engenheiro(a) de som é a denominação de um(a) profissional que envolve uma ampla gama de atividades. Em geral, ele(a) tem vários âmbitos de trabalho. Um segmento importante é na criação de conteúdo, incluindo estúdios de gravação, de edição, finalização, de mixagem para cinema, plataformas de streaming, broadcasting de rádio e televisão.

Também tem lugar importante na área de exibição em cinema. A sua tarefa consiste na engenharia de projetos, a sua implementação, integração, colocação em funcionamento e adequação dos sistemas de áudio aos padrões internacionais. Uma tarefa frequente é preparar e ajustar os equipamentos para sua utilização antes de uma sessão em estúdio.

Áudio é uma área de rápida e profunda evolução, e nas últimas décadas fez uma transformação radical ao mudar grande parte da sua implementação de uma base analógica para digital, e embora as leis fundamentais da física e as matemáticas que descrevem os fenômenos envolvidos em áudio e seu processamento são as mesmas, essa mudança tem um impacto enorme na engenharia e sua implementação, e o papel do(a) engenheiro(a) de áudio é essencial no projeto e integração dos sistemas. Por exemplo, uma das consequências do enorme potencial da implementação digital é o surgimento de novos problemas e desafios, entre eles a proliferação de protocolos de comunicação incompatíveis entre si que exigem conhecimento muito especializado para integrar sistemas.

Outro aspecto crítico é a incorporação massiva de áudio multicanal e imersivo, e a sua implementação em cinema e serviços de streaming, tanto na sua produção como na sua distribuição e exibição. São sistemas complexos nos quais o(a) engenheiro(a) de som tem um papel fundamental.

Supervisor(a) de Finalização

Por José Francisco Neto, ABC

O conjunto de funções do(a) supervisor(a) de pós-produção abrange obrigações de caráter artístico, técnico e administrativo, pendendo mais para uma ou para outra dependendo da organização em que ele esteja alocado. Em uma produtora, caberá a ele(a) um maior volume administrativo enquanto o mesmo cargo dentro de uma casa de pós-produção vai concentrar as tarefas no campo artístico e técnico. Outro fator que influencia no balanço das obrigações é o segmento em que atua. Longas-metragens, séries de ficção, reality para TV, etc., exigem diferentes capacidades do(a) supervisor(a). Assim, de forma geral, podemos afirmar que o(a) supervisor(a) de pós-produção é responsável por:

  • Criar e estruturar a política de pós-produção de um projeto.
  • Preparar e gerir o orçamento geral da etapa.
  • Contratar e gerenciar a equipe de assistentes diretos(as) (coordenadores(as) e produtores(as) de pós-produção).
  • Contratar fornecedores(as) (editores(as), estúdios(as) de som, finalizadores(as) de imagem, etc.).
  • Assegurar comunicação ativa e fluidez de processos entre as equipes de produção (equipe de câmera, TID e gestor de mídias digitais, equipe de som direto) e pós-produção (laboratório digital, editores(as) e estúdio de som e finalizadores de imagem).
  • Promover meios para garantir cópias seguras e redundantes do material produzido e publicação segura para revisão de dailies.
  • Produzir e gerir o cronograma de pós-produção desde o início das filmagens até o arquivamento final dos masters e cópias.
  • Coordenar a aprovação dos(as) diretores(as) e produtores(as) nas etapas intermediárias da produção de efeitos visuais (VFX).
  • Gerir a execução de cada etapa junto aos fornecedores contratados garantindo o cumprimento dos prazos e objetivos de qualidade de entrega.
  • Garantir a integração de agendas para sessões de ADR com equipe de som, atores, atrizes e produtores(as).
  • Administrar as necessidades de créditos, licenciamento musical e de imagens junto ao departamento jurídico e produtores(as).
  • Participar diretamente para garantir que a visão criativa dos(as) diretores(as) esteja refletida na produção musical, mixagem, correção de cor e efeitos visuais.
  • Garantir que o material finalizado esteja em sintonia com as demandas dos(as) diretores(as), produtores(as) e equipes envolvidas no projeto.
  • Garantir que os materiais de entrega estejam de acordo com o contrato de produção, incluindo materiais promocionais e de acessibilidade.
  • Acompanhar o processo de controle de qualidade e determinar o nível final de tolerância nos pontos relevantes de qualidade.
  • Garantir o armazenamento e destino corretos do material filmado e finalizado, incluindo a produção de memorial descritivo do projeto.

Colorista

Por Paulo M. de Andrade, ABC

O(A) colorista de cinema é responsável por ajustar e melhorar a imagem e a cor de um filme durante o processo de pós-produção. Isso inclui trabalhar com o(a) diretor(a) e o(a) diretor(a) de fotografia para criar um estilo visual e o clima desejados para o filme, bem como assegurar que as cores sejam consistentes durante todo o filme.

O(A) colorista utiliza softwares e hardwares especializados para ajustar a cor de cada tomada, incluindo o ajuste da exposição geral, contraste e saturação, bem como fazer ajustes mais específicos às cores individuais. Ele(a) também trabalha para equilibrar a cor entre diferentes tomadas e cenas, e ainda pode ser responsável pela criação de efeitos especiais, tais como a simulação de diferentes horas do dia ou condições climáticas.

Além disso, o(a) colorista é responsável por garantir que o produto final corresponda à visão e aos padrões técnicos do estúdio ou da produtora. Geralmente é responsável pela geração dos deliverables (masters) em todos os formatos necessários para exibição, respeitando as especificações técnicas correspondentes.

É uma profissão que exige constante atualização em relação às inovações tecnológicas mais recentes, além de um profundo conhecimento da influência psicológica que as cores exercem nas pessoas, misturando equitativamente arte com tecnologia.

Editor(a) de Imagem

Por Diana Vasconcellos, ABC

A montagem começa com observação, compreensão, análise e seleção. É preciso olhar técnico, metódico e sobretudo cheio de humanidade para conhecer o material de trabalho.
Para cumprir bem essa tarefa é preciso disponibilizar o que se tiver de melhor: sensibilidade, capacidade de empatia, gosto e toda bagagem de emoções e conhecimento.
O(A) montador(a) é o(a) primeiro(a) expectador(a).

Na montagem tudo pode ser refeito, só não se recupera o frescor do primeiro contato com o material bruto. É essa, talvez, a etapa mais desafiadora e usualmente realizada na mais completa solidão. Apresentar um primeiro corte para o(a) diretor(a) é também se expor. É revelar o que te emociona, do que você gosta mais e como você compreende o material técnica e artisticamente.

A partir dos “erros e acertos” dessa primeira etapa se estabelece uma intensa troca criativa entre diretor(a) e montador(a), que ocasionalmente começa ainda na primeira visualização dos copiões. O material bruto de um filme contém possibilidades e imposições e é preciso conhecê-las bem.

Nossas ferramentas são técnicas, teóricas e racionais, assim como intuitivas e de experimentação. Qualquer acerto é resultado de muito trabalho. Os métodos podem variar muito de um projeto para outro, de um(a) profissional para o(a) outro(a), mas a necessidade de organização mental é imperativa.

Conviver por meses com um mesmo material e uma mesma história requer disciplina. E paixão. Os desafios são permanentes.

São muitas as novidades do nosso tempo: superexposição a imagens, volumosa oferta de filmes e séries em dispositivos diversos, frequência menor a salas de exibição, a possibilidade de todos(as) produzirem e editarem suas histórias. Tudo isso torna mais complexa a avaliação do valor de uma imagem e de sua duração num mundo próximo do fastio audiovisual.

Esses desafios pertencem a todas as áreas da realização do filme, mas é na sala de montagem que se persegue essa justa medida.

Professor(a) de Cinematografia

Por Rogério Luiz

O ensino de cinematografia tem o compromisso de promover a partilha de conhecimentos, técnicas e história desses departamentos do trabalho audiovisual. Valendo-se de distintas metodologias, a aprendizagem em cinematografia varia entre experiências de formação tanto em espaços acadêmicos quanto em escolas livres. No caso da direção de fotografia, por exemplo, seja em um, seja em outro, há sempre atenção para a formação técnica, com ênfase em aspectos ligados à câmera e à luz: ótica, fotometria, colorimetria, exposição, composição, pós-produção. São todos assuntos explorados em processos de experimentação criativa, por meio de ferramentas e instrumentos de cinematografia que devem ser considerados à luz de um processo intenso de renovação tecnológica.

Dos conteúdos históricos às informações de natureza instrumental, é amplo o campo de interesses do ensino da cinematografia. A partir da orientação em torno das potencialidades narrativas da imagem em movimento, cria-se circunstâncias para a experimentação estética e criativa. Nesse sentido, é possível destacar áreas e temas correlatos fundamentais à formação plástica por meio da imagem em movimento. A sistematização dos conhecimentos da área de cinematografia, a partir da atuação de sociedades de estudos de cinema e audiovisual pelo mundo afora, tem feito com que as potencialidades da cinematografia sejam percebidas de outras formas. Sublinha-se, assim, a importância de métodos de estudo da cinematografia a partir da reflexão que objetiva a construção de um senso crítico somado à formação técnica.

Ensinar cinematografia é, acima de tudo, promover oportunidades para a formação do olhar. Nesse processo de ensino, cabe instruir de modo sensível sobre como uma imagem técnica é construída à luz de um passado estético. Por essa razão, ensinar cinematografia é colocar em prática metodologias que considerem a história das artes plásticas e do próprio cinema. Além disso, é reunir as informações necessárias à obtenção de autonomia técnica, estética e profissional de estudantes.

Estudante de Cinematografia

Por Rogério Luiz

A categoria “Estudante de Cinematografia” reúne pessoas em formação e com interesse na área da cinematografia. Nos ambientes de ensino, alunos(as) têm a oportunidade de aprofundar conhecimentos em cinematografia a partir de uma convivência com profissionais da área, que atuam em diferentes lugares do Brasil e do mundo e em contextos variados de produção audiovisual.

A participação na Associação Brasileira de Cinematografia, na condição de estudante, propicia o contato com dinâmicas profissionais de mercado, podendo os/as estudantes conhecer, por meio do fórum de sócia(o)s da ABC, a maneira como profissionais da cinematografia procedem na solução técnica de questões apresentadas em produções audiovisuais específicas. Além disso, oferece uma oportunidade de convívio com a rotina de debates e reflexões sobre profissionais, política, obras e desafios impostos pela atividade.

Esse intercâmbio oferece ainda um contato com outras gerações de trabalhadores(as) da área, traço fundamental à formação em cinematografia que tem, por natureza, a característica de aprendizado transmitido na convivência de set e espaços correlatos. O acesso às informações mais atualizadas sobre a produção audiovisual também se dá com a programação da Semana ABC, em muitos momentos concebida para contemplar a demanda de aprendizagem apresentada por alunos(as) de cursos de cinema e audiovisual.

Outro aspecto destacável é a possibilidade de projeção dos trabalhos realizados por estudantes. É possível experimentar a rotina de participação de trabalhos audiovisuais em circuitos de premiações. Nesse caso, o Prêmio ABC reserva, para esse público, a categoria “Melhor Direção de Fotografia Filme Estudantil”.

Professor(a) de Cinematografia

Por Rogério Luiz

O ensino de cinematografia tem o compromisso de promover a partilha de conhecimentos, técnicas e história desses departamentos do trabalho audiovisual. Valendo-se de distintas metodologias, a aprendizagem em cinematografia varia entre experiências de formação tanto em espaços acadêmicos quanto em escolas livres. No caso da direção de fotografia, por exemplo, seja em um, seja em outro, há sempre atenção para a formação técnica, com ênfase em aspectos ligados à câmera e à luz: ótica, fotometria, colorimetria, exposição, composição, pós-produção. São todos assuntos explorados em processos de experimentação criativa, por meio de ferramentas e instrumentos de cinematografia que devem ser considerados à luz de um processo intenso de renovação tecnológica.

Dos conteúdos históricos às informações de natureza instrumental, é amplo o campo de interesses do ensino da cinematografia. A partir da orientação em torno das potencialidades narrativas da imagem em movimento, cria-se circunstâncias para a experimentação estética e criativa. Nesse sentido, é possível destacar áreas e temas correlatos fundamentais à formação plástica por meio da imagem em movimento. A sistematização dos conhecimentos da área de cinematografia, a partir da atuação de sociedades de estudos de cinema e audiovisual pelo mundo afora, tem feito com que as potencialidades da cinematografia sejam percebidas de outras formas. Sublinha-se, assim, a importância de métodos de estudo da cinematografia a partir da reflexão que objetiva a construção de um senso crítico somado à formação técnica.

Ensinar cinematografia é, acima de tudo, promover oportunidades para a formação do olhar. Nesse processo de ensino, cabe instruir de modo sensível sobre como uma imagem técnica é construída à luz de um passado estético. Por essa razão, ensinar cinematografia é colocar em prática metodologias que considerem a história das artes plásticas e do próprio cinema. Além disso, é reunir as informações necessárias à obtenção de autonomia técnica, estética e profissional de estudantes.

Estudante de Cinematografia

Por Rogério Luiz

A categoria “Estudante de Cinematografia” reúne pessoas em formação e com interesse na área da cinematografia. Nos ambientes de ensino, alunos(as) têm a oportunidade de aprofundar conhecimentos em cinematografia a partir de uma convivência com profissionais da área, que atuam em diferentes lugares do Brasil e do mundo e em contextos variados de produção audiovisual.

A participação na Associação Brasileira de Cinematografia, na condição de estudante, propicia o contato com dinâmicas profissionais de mercado, podendo os/as estudantes conhecer, por meio do fórum de sócia(o)s da ABC, a maneira como profissionais da cinematografia procedem na solução técnica de questões apresentadas em produções audiovisuais específicas. Além disso, oferece uma oportunidade de convívio com a rotina de debates e reflexões sobre profissionais, política, obras e desafios impostos pela atividade.

Esse intercâmbio oferece ainda um contato com outras gerações de trabalhadores(as) da área, traço fundamental à formação em cinematografia que tem, por natureza, a característica de aprendizado transmitido na convivência de set e espaços correlatos. O acesso às informações mais atualizadas sobre a produção audiovisual também se dá com a programação da Semana ABC, em muitos momentos concebida para contemplar a demanda de aprendizagem apresentada por alunos(as) de cursos de cinema e audiovisual.

Outro aspecto destacável é a possibilidade de projeção dos trabalhos realizados por estudantes. É possível experimentar a rotina de participação de trabalhos audiovisuais em circuitos de premiações. Nesse caso, o Prêmio ABC reserva, para esse público, a categoria “Melhor Direção de Fotografia Filme Estudantil”.

Pesquisador(a)

Por Danielle de Noronha

Um primeiro caminho para a pessoa interessada na pesquisa sobre cinematografia é o campo acadêmico, que tem o objetivo de compreender por meio de métodos científicos diversos aspectos que envolve a produção e o consumo de filmes e demais produtos audiovisuais, neste caso, em relação à fotografia, à arte, ao som ou à montagem, por exemplo.

O(A) pesquisador(a), em diálogo com outros trabalhos desenvolvidos na área, contribui para o entendimento dos efeitos e das possibilidades do som e das imagens em movimento, tanto em termos técnicos, estéticos e narrativos quanto no que diz respeito às questões políticas e sociais. A pesquisa pode acontecer em âmbitos como dos grupos de pesquisa, nos trabalhos de conclusão de curso de graduação ou nos programas de pós-graduação (nos cursos de mestrado ou doutorado).

Outro caminho diz respeito à pesquisa para obras audiovisuais, na qual o(a) profissional busca e organiza informações, dados e materiais que serão importantes para o desenvolvimento de uma produção cinematográfica.

O(A) pesquisador(a) cinematográfico é importante para levantar informações sobre momentos históricos, hábitos e estilos de vida, personagens, que podem ser essenciais para diferentes equipes do filme, como roteiro e direção, direção de arte, figurino e cenografia, direção de fotografia e elétrica, captação de som direto, entre outras.

Fotógrafo(a) de Cena

Por Fabio Bouzas

O(A) fotógrafo(a) still de cinema, de cena, é comumente chamado na área apenas de “still”. É o(a) profissional responsável pela produção de imagens do set (registros de cenas) e/ou bastidores (“off”), cujo objetivo é o de provocar nas pessoas, por meio das fotos, a vontade de assistir ao filme e, consequentemente, pulverizar sua proposta no mercado de interesse.

Conhecer o projeto e estudar todas as vertentes da ideia são atitudes que conduzem o(a) still a uma visão mais robusta do plano de execução e compreensão do que será executado no filme. É essencial que ele(a) interaja com toda equipe envolvida, sobretudo com o(a) diretor(a) do filme e o(a) diretor(a) de fotografia, a fim de que possa captar, em detalhes, os vários aspectos da execução da obra, tais como o roteiro, paleta de cores, planos de filmagem, etc.

Para que esse(a) profissional exerça sua função com maestria, é necessário que tenha, além de uma técnica apurada, uma sensibilidade artística que lhe permita exercer seu trabalho em completa harmonia com seu entorno. Significa dizer que um(a) still de excelência deve tornar-se “invisível” dentro do set. O silêncio e o posicionamento estratégico no espaço são aliados poderosos. O olhar atento durante todo o período da filmagem (o que compreende os preparativos introdutórios) é um requisito fundamental, agregando valor ao que vai ser captado.

O registro de uma imagem de cena tem o potencial de traduzir tão fielmente o projeto que aquilo, que seria uma mera captação, dentre tantas outras, pode vir a se tornar o cartaz do filme.

Enfim, o(a) fotógrafo(a) still, acima de tudo, corrobora para manter viva a memória do cinema e a importância da “sétima arte” para cultura e para sociedade como um todo. Sua atuação, indubitavelmente, em muito contribui para o engrandecimento do trabalho desenvolvido por diversos(as) profissionais do setor audiovisual.