No dia 17 de agosto, curtas-metragens protagonizados e realizados por alunos surdos foram exibidos no Cinemark do Shopping Cidade São Paulo, durante a 2ª Mostra Surdos Fazem Cinema. O evento reforçou que a linguagem do cinema precisa ser universal e inclusiva.
Foram exibidos os filmes inéditos “Banheiro Masculino”, “O Roubo do Bolo”, “O Tempo” e “Nem Sempre Dá Pra Ouvir, Mas Sempre Dá Pra Entender”, que resultam do projeto Surdos Fazem Cinema. A iniciativa oferece oficinas audiovisuais para fortalecer a autonomia e a expressão artística da comunidade surda.
Além desses títulos, o público pôde conferir curtas das edições anteriores (2022 e 2024) e o internacionalmente premiado “Amei Te Ver”, de Ricardo Cioni Garcia, que já soma 20 prêmios em oito países e foi a inspiração para o nascimento dessa ação.
A exibição reuniu cerca de 250 pessoas, entre convidados(as), estudantes, familiares, imprensa e influenciadores(as). Para 2026, a Mostra Surdos Fazem Cinema deve se expandir para outros estados, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

O cineasta e idealizador do projeto, Ricardo Cioni Garcia, celebrou a potência dos(as) alunos(as): “Ver esses curtas na tela grande foi a prova de que o cinema é feito também de olhares, não apenas de sons. Os alunos se apropriaram dessa linguagem com coragem e poesia. Agora, nosso desafio é levar essa experiência para outras cidades e garantir que a arte feita por surdos chegue a cada vez mais pessoas.”
Para José V., aluno que atuou como diretor, ator e estagiário no evento, a experiência foi transformadora. “Foi a primeira vez que senti que a minha voz, mesmo em silêncio, podia ecoar tão alto numa sala de cinema. Dirigir, atuar e aprender como funciona uma produção me mostrou que nós, surdos, podemos ocupar qualquer espaço no audiovisual”, destacou.