Por Luna D’Alama
Com a nova Diretoria Executiva da ABC, também foi eleito um novo Conselho para o biênio 2026-2028, formado por 12 associados(as) das categorias Efetiva, Ativa e Emérita, com mais de dois anos de afiliação.
O Conselho tem a responsabilidade de acompanhar a execução orçamentária da Associação, apreciar as contas, auxiliar na administração e aprovar, por meio de votação, pautas apresentadas pela Diretoria.
Cabe ao Conselho, ainda, avaliar pedidos de admissão de profissionais para integrar o quadro da associação e a mudança de categorias, conforme estabelecido pelo Regimento Interno da ABC.
Os 12 integrantes do novo Conselho da ABC são:
- Carla Caffé, ABC – diretora de arte
- Douglas Machado – diretor de fotografia
- Fernanda Brito Gaia – diretora de fotografia
- Júlia Eqüi, ABC, DAFB – diretora de fotografia
- João Castelo Branco, ABC – diretor de fotografia
- Llano, ABC – diretor de fotografia
- Luciana Baseggio, ABC, DAFB – diretora de fotografia
- Luísa Dalé, ABC, DAFB – diretora de fotografia
- Maria Muricy, ABC – editora e supervisora de som
- Nelson Kao, ABC – diretor de fotografia
- Takumã Kuikuro, ABC – editor/montador
- Thaynara Rezende, ABC, APAN, DAFB – diretora de fotografia
Conheça, a seguir, o perfil profissional de cada um(a) deles(as):
Carla Caffé, ABC é formada em arquitetura e atua como production designer, diretora de arte de cinema e professora. Os principais filmes em que trabalhou são “Central do Brasil” (1998), dirigido por Walter Salles, e “Era o Hotel Cambridge” (2016), dirigido por Eliane Caffé, sua irmã. Assinou a direção geral de “Para Onde Voam as Feiticeiras” (2018), em parceria com Eliane Caffé e Beto Amaral. Publicou livros como “Avenida Paulista” (Cosac Naify e Edições Sesc) e “Era o Hotel Cambridge: Arquitetura, Cinema e Educação” (Edições Sesc). Reconhecida por suas atuações interdisciplinares entre arquitetura e cinema, Carla dá aulas na Escola da Cidade e mantém um ateliê na capital paulista.
Douglas Machado (Teresina-PI, 1964) é um documentarista brasileiro. Tem formação em produção e direção audiovisual na Holanda e na Espanha. Sócio-fundador da Trinca Filmes Ltda., ao longo dos anos produziu, dirigiu, roteirizou e montou dezenas de filmes exibidos em salas de cinema e centros culturais – além de veiculados no Canal Brasil, Arte1, TV Cultura de São Paulo e emissoras afiliadas. Grande parte de suas obras versam sobre questões relacionadas ao Nordeste e a escritores brasileiros.
Fernanda Brito Gaia é diretora de fotografia, diretora e roteirista paraense. Profissional do cinema há mais de duas décadas, foi formada pela experiência prática, pelo trabalho de campo e pela observação do mundo por meio da imagem. Iniciou sua trajetória como fotojornalista, documentando conflitos sociais, ambientais e territoriais na Amazônia brasileira. Ao ingressar no audiovisual, atuou como assistente de câmera, trajetória que a levou a consolidar-se como uma das pioneiras entre as mulheres diretoras de fotografia no Pará. Sua atuação é marcada pelo compromisso com os direitos humanos e com as questões socioambientais. Em 2011, dirigiu e fotografou um documentário sobre os impactos da construção da Usina de Belo Monte. Como pesquisadora, investiga as relações entre imagem, sensibilidade e experiências humanas, explorando o potencial do audiovisual como ferramenta de escuta, memória e transformação social. Também se dedica à formação de novos profissionais por meio de cursos, oficinas e ações de fortalecimento do audiovisual.
Júlia Eqüi, ABC, DAFB é diretora de fotografia com 27 anos de carreira e ampla experiência na liderança em séries para o streaming. É fotógrafa das duas temporadas de “Turma da Mônica – A Série” (Globoplay), da 2ª temporada de “As Five” (Globoplay), de “Histórias (Im)possíveis” (Globoplay), “Temporada de Verão” (Netflix), “A História Delas” (Disney+), entre outras. Com trajetória premiada, ganhou o prêmio de Melhor Cinematografia no Festival Septimius Awards, em Amsterdã (Holanda), com a série “Olhar Indiscreto” (Netflix), além do Prêmio ABC 2022 de Melhor Fotografia de Longa Documentário, por seu trabalho em “Apenas Meninas” (HBO). Além da ABC, Júlia integra o Coletivo de Mulheres e Dissidentes de Gênero do Departamento de Fotografia do Audiovisual Brasileiro (DAFB). Considera-se uma representante da força das mulheres DFs na América Latina contemporânea.
João Castelo Branco, ABC é diretor de fotografia de cinema. Estudou ciências sociais na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fotografia na Film and TV School of the Academy of Performing Arts (Famu), em Praga, República Tcheca. Sua atuação reúne projetos de longas-metragens de ficção, séries de TV, documentários e curtas. Também é consultor e palestrante da Canon do Brasil, autor da formação em direção de fotografia do portal AvMakers e sócio da Sete Cores, onde coordena os fluxos de trabalho de pós-produção audiovisual e desenvolve projetos de formação técnica.
Llano, ABC é diretor de fotografia nascido no Chile e radicado no Brasil. Abraça sua identidade latino-americana desenvolvendo um estilo narrativo visual moldado por diversas perspectivas da região. Entre 2021 e 2024, desempenhou o papel de Secretário-Geral da FELAFC (Federação Latino-americana de Autores de Fotografia Cinematográfica), fortalecendo o diálogo sobre o tema nos países latinos. É associado da ABC desde 2013.
Luciana Baseggio, ABC, DAFB é diretora de fotografia e cofundadora do DAFB. Entre seus principais trabalhos, estão os longas-metragens “Ato Noturno”, dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon – que teve sua estreia na Mostra Panorama da Berlinale, em 2025, e levou o prêmio de Melhor Fotografia no Festival do Rio –; “Continente”, dirigido por Davi Pretto – com passagens pelo Festival de Munique (Alemanha) e de Sitges (Espanha), em 2024 –; e “Fogaréu”, dirigido por Flávia Neves – que teve sua estreia na Mostra Panorama da Berlinale em 2022, e venceu o prêmio de Melhor Fotografia no 48º Festival de Cine Iberoamericano de Huelva (Espanha).
Luísa Dalé, ABC, DAFB é diretora de fotografia com formação na Escola Superior de Cinema e audiovisual da Catalunha (Espanha) e no American Film Institute, em Los Angeles (EUA). Seu foco são projetos narrativos que acompanham a vida de personagens. Comprometida com a diversidade e inclusão, Luísa dá aulas e workshops gratuitos para comunidades com maior dificuldade de acesso ao audiovisual.
Maria Muricy, ABC, em mais de 40 anos dedicados ao cinema e à supervisão/edição de som, já trabalhou com diretores(as) como Joel Zito Araújo, Helvécio Ratton, Tizuka Yamasaki, Lúcia Murat, Rosane Svartman, Hugo Carvana e Marcos Paulo, entre outros(as). Dentre os gêneros pelos quais já transitou, estão documentários (como “Uma longa viagem”, de Lúcia Murat; e “Nada será como antes – A música do Clube da Esquina”, de Ana Rieper) e ficções (como “Câncer com ascendente em Virgem”, de Rosane Svartman; e “Assalto ao Banco Central”, de Marcos Paulo). Também editou o som de vários filmes infanto-juvenis: de Os Trapalhões (“O guerreiro Didi e a ninja Lili”, de Marcus Figueiredo, e “Simão, o fantasma trapalhão”, de Paulo Aragão Neto) a Xuxa (“Xuxa e o tesouro da cidade perdida”, de Moacyr Góes; “Xuxa gêmeas”, de Jorge Fernando; e “Xuxa e os duendes”, de Paulo Sérgio Almeida, Rogério Gomes e Márcio Vito), além da adaptação da obra de Ziraldo “Uma professora muito maluquinha”, de André Alves Pinto e César Rodrigues.
Nelson Kao, ABC é diretor de fotografia. Trabalhou em cinco longas-metragens: “Iberê”, de Elisa Marsiaj Gomes e Hugo Kovensky, ABC (em finalização); “Vou-Me Embora”, de Denise Szabo (em finalização); “Você Só Pode Estar Louca”, de Karla Bonfá (em finalização); “São Ateu”, de Hiro Ishikawa; e o documentário “Encarcerados” (2019), de Fernando Grostein de Andrade, Pedro Bial e Claudia Calabi, cujas imagens foram utilizadas na série “Carcereiros”, da TV Globo. Entre os curtas, destacam-se “As Manhãs de Majer” (2024), “8 Bilhões: Somos Todos Responsáveis” (2022) – vencedor de Melhor Som, Ator, Roteiro e Direção no 16º Curta Taquary/Mostra Por Um Mundo Melhor –; “What if…” (2022) – vencedor do JCS International Young Creatives Award 2022 –; “A Conta-Gotas” (2021), “Jadzia” (2020) – premiado na categoria Excellence in Cinematography no Montreal Independent Film Festival (Canadá); Ana (2018), vencedor de Melhor Fotografia de Curta de Ficção no 4º Festival de Cinema de Bento Gonçalves-RS (2019) e de Melhor Curta Estrangeiro no Los Angeles Independent Film Festival (LAIFFA) 2018. Também assinou a direção de fotografia do microcurta para celulares “As Aparências Enganam”, vencedor do Festival CeluCine 2011. Para TV, realizou diversos documentários, destacando-se “Teatro Sem Fronteiras – Kastelo” e “Retrato Brasileiro de Fátima Toledo”, ambos dirigidos por Evaldo Mocarzel e exibidos no Canal Brasil.
Takumã Kuikuro, ABC é cineasta indígena do povo Kuikuro, idealizador do 1º Festival de Cinema e Cultura Indígena e fundador do Coletivo Kuikuro de Cinema. É presidente do Instituto da Família do Alto Xingu (IFAX) e atualmente vive na aldeia Ipatse, no Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Seus filmes foram exibidos e premiados em importantes festivais nacionais, como o Festival de Cinema de Gramado e o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e também internacionais, como o Terres en Vues – Présence Autochtone, em Montreal (Canadá). Entre suas obras de maior destaque, está o longa documental “As Hiper Mulheres” (2011), codirigido com Leonardo Sette e Carlos Fausto, amplamente reconhecido pela crítica e pelo circuito de festivais. Em 2017, recebeu a Bolsa Honorária da Universidade Queen Mary, em Londres (Inglaterra). Em 2019, tornou-se o primeiro jurado indígena da história do Festival de Brasília. É também idealizador e curador do 1st Brazil Indigenous Film Festival UK. Em 2023, realizou a curadoria da exposição “Xingu: Contatos” e da mostra de filmes “Demarcação das Telas e Revolução das Imagens: Celebrando a Produção Audiovisual Indígena no Brasil”, ambas promovidas pelo Instituto Moreira Salles (IMS). No mesmo ano, venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em 2026, conquistou o 1º lugar do Prêmio Mre Gavião de Fotografia, concedido pelo Ministério dos Povos Indígenas.
Thaynara Rezende, ABC, APAN, DAFB é bacharela em cinema e audiovisual pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Consolidada como fotógrafa de eventos, há dez anos atua na direção de fotografia cinematográfica no mercado goiano, assinando mais de 15 obras, entre curta e longa-metragens de ficção e documentário, videoclipes, entre outros. Já recebeu mais de vinte premiações por seus trabalhos, como Melhor Direção, Filme e/ou Fotografia. No mercado nacional, principalmente no eixo Rio-São Paulo, trabalha como 1ª Assistente de Câmera. Além da ABC, é sócia da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), integra o DAFB, e é cofundadora e coordenadora do projeto FotoLab – Laboratório de Fotografia Cinematográfica, no qual promove oficinas e cursos de cinematografia e produção audiovisual.