A partir desta quarta-feira (1º/7), tem início a gestão da nova Diretoria da ABC, eleita pelas pessoas associadas para o biênio 2026-2028. Também se renovam o Conselho da ABC, a Comissão de Ética e o Colegiado que aprova o ingresso de sócios(as) e pedidos de mudança de categoria associativa.
Compõem a atual Diretoria: o Presidente Jacques Cheuiche, ABC; a Vice-presidenta Samanta do Amaral, ABC; o Diretor Tesoureiro Pedro Von Krüger, ABC; e a Diretora Secretária Bia Marques, ABC, DAFB. Pedro e Bia já faziam parte da gestão anterior e continuam nos cargos que vinham ocupando desde 2024.
Conheça a nova Diretoria da ABC:
O Presidente Jacques Cheuiche, ABC nasceu no Rio de Janeiro, é diretor de fotografia e começou como assistente de câmera na década de 1980, em “O Sonho Não Acabou” (1982), de Sérgio Rezende. Trabalhou também como fotógrafo de filmes publicitários e curtas-metragens até se tornar operador de câmera, assistente de câmera e diretor de fotografia de longas de ficção e documentários.
Em seu currículo, estão trabalhos realizados em parceria com grandes cineastas, como Eduardo Coutinho (“Babilônia 2000”, “Edifício Master”, “Jogo de Cena”, “Moscou”, “Peões”, “O Fim e o Princípio”, “As Canções” e “Últimas Conversas”), João Moreira Salles (“Entreatos”), Vladimir Carvalho (“Conterrâneos Velhos de Guerra”, “Barra 68 – Sem Perder a Ternura”, “O Engenho de Zé Lins” e “Cícero Dias, o Compadre de Picasso”), Tizuka Yamasaki (“Parahyba Mulher Macho”), Bruno Barreto (“Romance da Empregada”), Fábio Barreto (“Luzia Homem”), Ana Carolina (“Sonho de Valsa”), Domingos de Oliveira (“Amores”), Silvio Dá-Rin (“Hércules 56”) e Hugo Carvana (“Bar Esperança”), entre outros(as).
Cheuiche, ABC também foi duas vezes vice-presidente da ABC: nos mandatos de Tide Borges, ABC (2020-2022) e Mustapha Barat, ABC (2022-2024). Além disso, foi conselheiro nas gestões de Fernanda Tanaka, ABC (2024-2026) e Walter Carvalho, ABC (2014-2015). Seu portfólio pode ser visto no site da Mubi: https://mubi.com/pt/cast/jacques-cheuiche.
A Vice-presidenta Samanta do Amaral, ABC, DAFB é formada em Comunicação Social pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Com o diploma debaixo do braço, ganhou o mundo com um curta em 16 mm, desafio para um projeto em animação que resultou em passagens por importantes festivais, como o Anima Mundi.
Seu portfólio ganhou novos contornos quando estreitou sua relação com a fotografia cinematográfica e a pós-produção. A partir daí, acumulou passagens por grandes estúdios de
pós até chegar em 2019 à Quanta Post.
Como colorista, possui uma trajetória de 20 anos no audiovisual brasileiro, com uma vasta produção que inclui longas e curtas, séries e colaborações com grandes nomes do cinema nacional.
Entre seus trabalhos no cinema, estão “Bixa Travesty” — vencedor do Teddy Award na Berlinale — “Piedade”, “Albatroz” e “Malês”. No streaming, esteve à frente de “Onisciente”, primeira série brasileira finalizada em HDR para a Netflix; além de títulos como “Assédio” (Globoplay), “Sutura” (Prime Video), “As Five” (Globoplay), “Turma da Mônica: Origens” (Globoplay) e “De Volta aos 15” (Netflix).
Voz ativa no setor, é membra do DAFB (Coletivo das Mulheres e Dissidentes de Gênero do
Departamento de Fotografia do Audiovisual Brasileiro) e também faz parte do Comitê
de Ética da Diretoria da ABC.
O Diretor Tesoureiro Pedro Von Krüger, ABC nasceu em Salvador (BA) e passou a infância entre o Norte e o Nordeste, até se estabelecer no Rio de Janeiro, onde se formou em cinema e desenvolveu sua trajetória no audiovisual.
Com atuação consistente entre ficção e documentário, Pedro construiu uma carreira marcada por projetos autorais e colaborações relevantes no cinema e no streaming, além de ocupar o cargo de Diretor Tesoureiro da ABC na atual gestão.
Como diretor de fotografia, realizou longas como “Noites Alienígenas” (2023), de Sérgio de Carvalho; e “Serra das Almas” (2025), de Lírio Ferreira. Em documentários, colaborou com a fotografia de diversos longas, destacando-se “Danado de Bom” (2017), pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Fotografia no Cine PE; “Auto de Resistência” (2018), vencedor de Melhor Filme no Festival É Tudo Verdade; e “Fevereiros” (2019), que levou o troféu de Melhor Filme Brasileiro no In-Edit Brasil. Em 2026, fotografou “MC Estrela”, de Márcia Faria e Luis Lomenha, que está em fase de pós-produção.
Entre as séries, destacam-se “Choque de Cultura – A Série”, “Tudo ou Nada: Seleção Brasileira”, “Meu Amigo Bussunda”, “Lei da Selva: A História do Jogo do Bicho” e “Som Sertanejo”. Também integrou a equipe de “Os Quatro da Candelária”, como diretor de fotografia da 2ª unidade e operador de câmera.
Já na direção, Pedro concebeu o projeto multiplataforma “Um Dia Qualquer”, que originou um longa para os cinemas e uma série de duas temporadas em parceria com a Warner Bros. Discovery. O filme foi premiado no Festival de Linares (Espanha), na categoria de Melhor Direção, e no Festival Overcome (EUA), como Melhor Filme Internacional.
Dirigiu, ainda, os documentários “Estrada de Sonhos” (2015), “Memória em Verde e Rosa” (2017) e “Pulmão da Arquibancada” (2012), este com Marcel Costa. Atualmente, produz o longa de ficção “A Estirada”, no qual atua como diretor e diretor de fotografia.
A Diretora Secretária Bia Marques, ABC, DAFB é diretora de fotografia, documentarista, educadora audiovisual e cineclubista carioca. Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atuou por uma década no fotojornalismo carioca. Migrou para o audiovisual ao estudar Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF). Atua como diretora de fotografia no cinema independente e periférico.
Assina a fotografia das séries “Futuro em Movimento” (Futura) e “Noturnas” (Canal Brasil), além de vários curtas. Com “Dez Elefantes”, foi contemplada com o Prêmio ABC 2009 e com o Kodak Film School Cinematography Competition 2008 (1º lugar Brasil e 2º lugar latino-americano).
Em 2023 produziu, codirigiu e fotografou a websérie “Conversas com a Vizinha Faladeira”, projeto autoral sobre a Escola de Samba da Pequena África carioca. É uma das fundadoras do DAFB e, em 2025, o primeiro longa em que fez a direção de fotografia, “Copacabana 4 de Maio” (dirigido por Allan Ribeiro), foi contemplado com o Prêmio Félix no Festival do Rio.
Bia também ministra oficinas de cinematografia e iluminação, tendo circulado por instituições como: ABC Cursos de Cinema, Cinema Nosso, Ação da Cidadania, AIC/RJ, Senai, NPD/Niterói e Observatório de Favelas.