Após cinco meses em cartaz nos cinemas brasileiros, tendo mobilizado um público de 5,8 milhões de espectadores(as), o filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, estreou no streaming do Globoplay no último domingo (6).
Protagonizado por Fernanda Torres – que venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama, o troféu de Melhor Atriz de Filme Internacional dos críticos de cinema dos Estados Unidos (Critics Choice Awards), e concorreu ao Oscar de Melhor Atriz em 2025 –, o longa conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional, o Goya de Melhor Filme Ibero-Americano, o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza, o Prêmio do Público em Vancouver (Canadá) e São Francisco (EUA), entre outros. Foi selecionado, ao todo, em mais de 50 festivais nacionais e internacionais.
No Prêmio ABC 2025, “Ainda Estou Aqui” concorre na categoria de Melhor Direção de Fotografia Longa-Metragem Ficção. Já no Prêmio Platino, o filme compete nas categorias de Melhor Atriz (Fernanda Torres) e Melhor Direção (Walter Salles), além de disputar o Prêmio do Público nas categorias de Melhor Filme Ibero-Americano de Ficção e Melhor Atriz. A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 27 de abril, em Madri.
“Ainda Estou Aqui” já foi lançado comercialmente em mais de 40 países, incluindo Itália, Bolívia, Chile, Venezuela, Colômbia, Israel, Argentina, República Dominicana, Nova Zelândia, Paraguai, Peru, Uruguai, México, Romênia, Espanha, Polônia, Austrália, Eslováquia, Turquia, Alemanha e Taiwan. Ainda este ano, deve estrear na China, no Japão, na Dinamarca e na Noruega.
A história se passa no Rio de Janeiro e em São Paulo, na década de 1970, e é uma adaptação do livro autobiográfico homônimo de Marcelo Rubens Paiva, sobre sua mãe, Eunice Paiva. Na trama, Eunice é casada com o engenheiro e ex-deputado federal Rubens Beyrodt Paiva (1929-1971) e vê sua vida mudar radicalmente depois que o marido desaparece pela repressão da ditadura militar. A dona de casa, então, se forma em Direito e vira ativista dos direitos humanos, sobretudo de causas indígenas e de famílias de desaparecidos políticos. O reconhecimento do Estado de que Rubens Paiva foi morto pela ditadura só veio em 1996. E a história do político ficou conhecida nacionalmente por conta da Comissão da Verdade, instalada no governo Dilma, em 2012. O filme apresenta essa história do ponto de vista da esposa e dos filhos de Rubens Paiva.
Neste link, você pode ler uma entrevista exclusiva com o diretor de fotografia Adrian Teijido, ABC.