A Cinemateca Brasileira recebeu o acervo físico do cineasta e músico Sérgio Ricardo (1932-2020) para fins de preservação e acesso. Além dos filmes do diretor que já estavam sob a guarda da instituição, a Cinemateca passará a armazenar mais 4 mil itens do acervo do artista (entre fotos, recortes de jornal, discos, desenhos, manuscritos e troféus), catalogados pelo projeto Sérgio Ricardo Memória Viva, liderado pela filha Marina Lutfi.
Sérgio Ricardo participou de vários movimentos culturais. No campo do cinema, dirigiu dois curtas e quatro longas-metragens, como “A Noite do Espantalho” (1974) será exibido no dia 19 de junho, na programação do festival In-Edit Brasil, seguida de um show de Marina Lutfi e João Gurgel, também filho de Sérgio.
“A preservação do material físico deixado por meu pai sempre foi uma preocupação da família. A doação para a Cinemateca Brasileira foi o caminho que nos pareceu fazer mais sentido, reunindo todo o material em um lugar só. Ficamos muito felizes com o interesse e honrados de selar essa parceria com a instituição, que é a maior referência na preservação do audiovisual brasileiro”, afirma Marina Lutfi, diretora do projeto Sérgio Ricardo Memória Viva.
Segundo a diretora técnica da Cinemateca, Gabriela Queiroz, é uma honra a confiança depositada pela família do cineasta na instituição. “No núcleo de arquivos pessoais do Centro de Documentação e Pesquisa da Cinemateca, são preservados documentos raros e únicos que registram a vida e obra de personalidades do nosso cinema. Isso contribui, da forma mais ampla possível, para a manutenção da nossa memória audiovisual. A preservação e a difusão do acervo de Sérgio Ricardo manterá viva sua presença na história do cinema nacional e na cultura brasileira”, destaca Gabriela.
