De 11 a 16/11, em Belém, II Mostra Pan-Amazônica reúne panorama de olhares sobre a região  

Cartaz
Foto: Divulgação

Entre os dias 11 e 16 de novembro, o Cine Líbero Luxardo (Av. Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré), em Belém, recebe a II Mostra Pan-Amazônica de Cinema, que reúne um panorama ampliado de olhares dos próprios amazônidas sobre a região. A programação conta com 13 curtas e sete longas, e a entrada é gratuita (os ingressos devem ser retirados antecipadamente pelo Sympla).

Na curadoria, há filmes que apresentam a luta de ambientalistas e pesquisadores pela sobrevivência da diversidade amazônica, enquanto outros títulos retratam o cotidiano nas cidades do Norte do país. As obras apresentam tanto a Amazônia ancestral e mitológica quanto a urbana, vivenciada por mais de 70% dos moradores da região.

Segundo Gustavo Soranz, um dos curadores, a mostra busca apresentar produções recentes, realizadas entre 2020 e 2025, que nasceram em um tempo de grandes transformações sobre existir e imaginar as Amazônias. “Convidamos o público a enxergar nossa diversidade ontológica: diferentes olhares, linguagens e perspectivas que compõem esse cinema pan-amazônico contemporâneo”, aponta.

A programação abre com dois filmes paraenses: o premiado curta “Boiuna” (2025), de Adriana de Faria, ganhador de três Kikitos no Festival de Gramado deste ano (Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Fotografia), e o longa “Não haverá mais história sem nós” (2024), de Priscila Brasil. Além das exibições, a II Mostra Pan-Amazônica contará com duas mesas de debates.

Na foto que estampa o cartaz do evento, a menina na aldeia foi registrada por Christian Braga, um manauara de 34 anos que fotografa a realidade da região desde os 22. Com material já publicado em veículos como “National Geographic”, “The Guardian”,” Pulitzer Center” e “Sumaúma”, Braga é embaixador do People’s Planet Project e colabora com organizações globais como Greenpeace e WWF. “Fico muito feliz de me tornar um pouco desse representante visual e também amazônico na II Mostra”, celebra.

Braga acrescenta que colocar essas temáticas no centro das discussões é o mais importante em tempos de COP30. “Ações como essas são fundamentais para dar valor ao conhecimento, ao talento e às histórias que só a gente tem, ultrapassando a barreira do regional. Que nos tornemos o centro, que o debate comece daqui para fora, e que nossas narrativas sejam cruciais para pensar um novo mundo”, avalia.

Para quem não estiver em Belém, haverá, ainda, uma programação online da II Mostra até 10 de dezembro no portal e app SOMMOS AMAZÔNIA.

Mais informações em https://www.instagram.com/mostrapanamazonicadecinema e https://www.instagram.com/cineliberoluxardo/.

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