Filmografia de Hector Babenco ganha retrospectiva na Cinemateca Brasileira de 30/1 a 13/2

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O diretor Hector Babenco (1946-2016). Foto: Divulgação

Entre os dias 30 de janeiro e 13 de fevereiro, a Cinemateca Brasileira, em parceria com a HB Filmes, apresenta a Retrospectiva Hector Babenco, iniciativa gratuita que celebra a obra de um dos maiores nomes do cinema nacional e internacional.

A mostra ocorre em um momento emblemático, quando Babenco (1946-2016) – cineasta argentino naturalizado brasileiro e de ascendência judaico-ucraniana – completaria 80 anos de vida. O ano também coincide com o marco de uma década de seu falecimento.

O público terá a oportunidade de assistir a filmes em cópias restauradas, fruto de um minucioso projeto de preservação coordenado por Patricia de Filippi entre 2019 e 2024. O trabalho garante a exibição das obras com a mais alta qualidade de imagem e som, preservando o legado estético do diretor para as novas gerações. A Cinemateca colaborou com o projeto ao ceder materiais originais, como negativos de imagem e som de filmes do diretor preservados pela instituição.

A programação completa da mostra contempla 11 longas do diretor, incluindo o documentário O Fabuloso Fittipaldi, que agora recebe o devido reconhecimento pela direção de Babenco, omitido na época do lançamento. A retrospectiva também reafirma a diversidade da produção do cineasta, focada em personagens intensos e profundas preocupações sociais. Todos os títulos terão mais de uma sessão na mostra. Além da filmografia de Babenco, será exibido o documentário biográfico Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou, dirigido por Bárbara Paz.

A mostra inclui, ainda, títulos como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, citado recentemente pela equipe do filme O Agente Secreto como uma de suas principais referências. O impacto da obra de Babenco também foi recentemente exaltado por Wagner Moura, que nos últimos meses apontou Pixote, a Lei do Mais Fraco como uma obra essencial que todo brasileiro deveria ver. O ator também participa do elenco de Carandiru, que terá três sessões na retrospectiva.

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Mais acima: Cenas de “Carandiru”, Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, “Pixote, a Lei do Mais Fraco”, “O Passado”, “O Beijo da Mulher-Aranha” e “Meu Amigo Hindu”. Na foto maior: “Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou”, dirigido por Bárbara Paz

Um catálogo especial foi produzido para a ocasião com apoio da Mubi. O volume conta com textos de Drauzio Varella, Isay Weinfeld, Myra Babenco, Lauro Escorel, Patricia De Fillippi e Walter Salles, apoiados por imagens históricas e afetivas da trajetória de Babenco. O catálogo pode ser adquirido mediante a troca de dois ingressos da mostra, enquanto durarem as unidades disponíveis, e reúne fichas técnicas e imagens de cada um dos títulos.

Além disso, haverá mesas de debate, transformando a mostra em um espaço de reflexão crítica e celebração de uma das carreiras mais singulares do cinema mundial. No dia 7 de fevereiro (sábado), às 20h, Bárbara Paz falará sobre a criação e a produção do documentário realizado sobre Babenco.

Já a equipe de Brincando nos campos do senhor comentará o desenvolvimento do filme no dia 11 de fevereiro (quarta-feira), às 20h. Participam Vera Hamburger, Francisco Ramalho Jr e Lauro Escorel. No dia 12 de fevereiro (quinta-feira), às 20h15, Drauzio Varella vai conversar sobre Carandiru, traçando um caminho do livro ao filme. Todos os debates terão interpretação em Libras e transmissão ao vivo pelo Youtube da Cinemateca após as sessões.

A iniciativa tem direção geral de Myra Babenco, direção de produção de Gabi Vanzetta e produção de César Turim, Nayla Guerra, Roberto Soares e Gabriel Machado, membros da equipe de difusão da Cinemateca.

Os ingressos serão distribuídos na bilheteria da Cinemateca uma hora antes de cada sessão. Veja a programação completa e mais informações no site e no Instagram da Cinemateca.

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