Projeto Cinema Científico exibe e debate “O Homem do Futuro”, estrelado por Wagner Moura, no dia 20/3 em SP

O Homem Do Futuro Capa
“O Homem do Futuro” (2011), dirigido por Cláudio Torres, com Wagner Moura e Alinne Moraes no elenco. Foto: Divulgação

Por Luna D’Alama

No dia 20 de março (sexta), às 19h, o projeto Cinema Científico – que une cinema e ciência, convidando o público a refletir sobre como o conhecimento científico é representado nos filmes – vai exibir “O Homem do Futuro” (2011), dirigido por Cláudio Torres e estrelado por Wagner Moura (que concorre ao Oscar de Melhor Ator por seu papel em “O Agente Secreto”) e Alinne Moraes. A ser realizada no Domo Digital do Instituto Principia (Rua Pamplona, 145 – Bela Vista), em São Paulo, a sessão será seguida de bate-papo com Ana Carolina de Mattos Zeri, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), com formação nas áreas de Física e Química, e professora da Ilum – Escola de Ciência.

A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo Sympla. O evento tem periodicidade mensal e convida os(as) espectadores(as) a revisitarem essa ficção científica brasileira, que narra a história do físico “Zero”, um cientista brilhante e excêntrico que acaba descobrindo, acidentalmente, uma forma de viajar no tempo. Entre experimentos, romance e dilemas pessoais, o filme combina ciência, humor e reflexões sobre escolhas e destino. O debate começa após o filme, por volta das 21h.

Parte das gravações foi realizada no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), instalado no CNPEM, em Campinas (SP), aproximando ainda mais a ficção do universo real da pesquisa científica brasileira.

Sinopse:

João “Zero” (Wagner Moura) é um físico brilhante, mas passa os dias meditando sobre a fatídica noite de 20 anos atrás, onde foi, publicamente, traído e humilhado em uma festa de faculdade por sua namorada. Embora, atualmente, esteja dirigindo um dos maiores projetos científicos no Brasil, suas excentricidades e birras o deixam à beira de ser demitido por sua colega de faculdade e patrocinadora, Sandra (Maria Luiza Mendonça). Auxiliado pelo melhor amigo – e colega cientista – Otávio “Panda” (Fernando Ceylão), Zero ativa a máquina inacabada que desenvolveu para garantir uma nova fonte de energia sustentável para a humanidade.

Para sua surpresa, a reação causada pela máquina prova que ela é capaz de abrir um portal para o passado, levando-o até o ano de 1991, no meio da noite traumática em que a bela Helena (Alinne Moraes) o deixou pelo popular playboy Ricardo (Gabriel Braga Nunes). Zero, então, vê que a mudança dos fatos pode ser mais difícil e confusa do que parece. Voltando a um presente alterado, o protagonista descobre que seu eu mais jovem usou seu conhecimento sobre o futuro para se tornar um empresário poderoso e corrupto, ainda mais separado de Helena. Sua única alternativa é voltar ao passado mais uma vez e impedir a si mesmo de alterar o presente, ao evitar paradoxos do tempo causados pela presença de três versões de si mesmo.

Sobre o Cinema Científico

Criado em 2021 para democratizar a ciência e aproximar as pessoas desse universo por meio da cultura, o Cinema Científico apresenta, a cada edição, um longa-metragem seguido de bate-papo com um(a) pesquisador(a) convidado(a), cuja área de atuação se relaciona diretamente com a temática do filme.

Durante a conversa, discutem-se as ideias científicas presentes na narrativa, o que é ficção, o que se aproxima do que a ciência conhece e quais conceitos são exagerados ou distorcidos para fins cinematográficos. O público é incentivado a participar ativamente, com perguntas, curiosidades e interpretações.

Além de aproximar a ciência do cotidiano, o Cinema Científico é uma oportunidade que a plateia também tem de conhecer cientistas brasileiros de diferentes áreas e entender seus caminhos nas pesquisas, suas motivações e desafios.

As projeções são organizadas pelo coordenador de divulgação científica do Instituto Principia, Eduardo Akio Sato. O domo comporta até 400 pessoas e já exibiu a franquia “Guerra nas Estrelas”, “Gattaca, a Experiência Genética” (1997), “Contágio” (2011), “Para Sempre Alice” (2014), “A Teoria de Tudo” (2014) e “Estrelas Além do Tempo” (2016).

Inicialmente, o Cinema Científico realizava apenas o debate sobre o filme com um especialista, em transmissões ao vivo, sem a exibição da obra. Em 2025, passou a incluir também a projeção dos títulos antes do bate-papo.

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Domo verde do Instituto Principia à esquerda. Foto: Instituto Principia/Divulgação
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