Representantes do audiovisual gaúcho divulgam carta para reconstrução do setor após enchentes

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Centro de Porto Alegre totalmente alagado, em maio de 2024. Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Em carta aberta, representantes do setor audiovisual do Rio Grande do Sul buscam sensibilizar e conscientizar gestores públicos (das três esferas) e toda a sociedade sobre a importância de retomar as atividades do setor audiovisual, após as enchentes que assolaram o estado entre abril e maio de 2024.

O texto pede melhorias nos mecanismos de apoio ao audiovisual, como a Linha de Crédito Emergencial RS e os Arranjos Regionais do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). “Esperamos (…) que formulações e ações possam ser realizadas de modo a apoiar esse importante segmento econômico e cultural do Rio Grande do Sul a retomar a sua força produtiva”, diz o documento. O audiovisual representa aproximadamente 0,46% do PIB brasileiro (2022), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficando à frente de setores como o têxtil, de eletrônicos e informática.

A íntegra do documento – assinado pelas entidades Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS), Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul (APTC/RS), Fundação Cinema RS (Fundacine) e Sindicato da Indústria Audiovisual do Rio Grande do Sul (SIAV/RS) – pode ser lida no site siav.org.br/audiovisual-gaucho-pede-ajuda.

Assim como todos os setores sociais do RS, as enchentes do ano passado causaram enormes danos às infraestruturas do setor audiovisual, atingindo empresas, profissionais e insumos. A paralisação dos trabalhos ocasionaram uma grande evasão de profissionais para outros mercados.

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) destinou uma linha de crédito para empresas gaúchas, a partir da iniciativa Futuro Audiovisual RS, que reuniu instituições e empresas para prestar auxílio emergencial às pessoas diretamente atingidas pelas enchentes. Com R$ 75 milhões previstos, a Linha Emergencial Rio Grande do Sul destinou R$ 6 milhões de reais (4,5%) a empresas que conseguiram, de fato, obter esse crédito.

A carta cita iniciativas do Ministério da Cultura, da Ancine, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), da Netflix etc. para apoio aos(às) profissionais afetados(as) no ano passado. Contudo, o texto reforça que muito ainda precisa ser feito para restaurar o setor, que injeta dinheiro na economia gaúcha, gera empregos e produz projetos e empreendimentos.

Os Arranjos Regionais do FSA são uma das grandes expectativas dos profissionais do estado. Em 2024, o RS optou por não ter o audiovisual no edital Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), para reservar recursos da ordem de R$ 12 milhões para o Edital Arranjos Regionais, anunciado em outubro do ano passado.

Segundo o documento, os governos federal e estadual deveriam investir cerca de R$ 48 milhões no estado. O texto considera, ainda, a prorrogação da Linha de Crédito Emergencial RS, até dezembro de 2025, como uma oportunidade importante para o grande número de empresas atingidas que não conseguiram se beneficiar em 2024.

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