No primeiro dia da Semana ABC 2025, 14 de maio, às 14h, acontece a mesa “Documentário, Ética e Inteligência Artificial”, com mediação do documentarista e pesquisador associado à PAVIC, André Bonfim.
O debate contará com as presenças de Deisy Feitosa, jornalista, radialista, pós-doutora, professora da Faculdade Cásper Líbero e pesquisadora do LabArteMídia (CTR-ECA/USP), Piotr Winiewicz, diretor do filme “Sobre um Herói”, que terá sido exibido na Semana ABC às 10h, e Rachel Antell, pesquisadora, produtora de Arquivo dos EUA e uma das fundadoras da Sub Basement Archival
O documentário encontra sua força no vínculo com o mundo histórico, na promessa ou crença nessa ligação e na responsabilidade ética para com seus personagens. Mas o que acontece quando materiais gerados ou modificados por Inteligência Artificial se infiltram nessa relação? Como o gênero é impactado por registros sintéticos que parecem autênticos? Nesta mesa, serão discutidas as implicações éticas e estéticas do uso dessa tecnologia no cinema documental.
A Semana ABC 2025 acontece de 14 a 16 de maio na Cinemateca Brasileira. Faça o seu credenciamento gratuito e conheça a programação completa.
Conheça as pessoas participantes:
André Bonfim: Documentarista, formado em Audiovisual pela ECA-USP. Associado à PAVIC (Pesquisadores de Audiovisual, Iconografia e Conteúdo), onde coordena um Grupo de Trabalho dedicado à Inteligência Artificial. Traduziu, para o português, as “Diretrizes para o uso de IA Generativa em Documentários”.
Deisy Feitosa: Jornalista, radialista, pós-doutora e professora. Codirigiu o filme em 360º ”Dona Maria: Direitos violados”, que conta com imagens criadas por IA. É coordenadora e professora do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero; e professora colaboradora do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA-USP. É pesquisadora do LabArteMídia.
Piotr Winiewicz: Artista, cineasta e cenógrafo polonês baseado na Dinamarca. Seu trabalho se concentra nas linhas tênues entre realidade e ficção. Seu primeiro longa-metragem, “About a Hero”, realizado a partir de uma IA treinada com a obra de Werner Herzog, foi o filme de abertura do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA) em 2024.
Rachel Antell: Pesquisadora e produtora de arquivo dos EUA, é uma das fundadoras da Sub Basement Archival, onde conduz a pesquisa e produção de acervos para documentários, o que já lhe garantiu a indicação ao Emmy. É uma das criadoras da Archival Producers Alliance (APA) e uma das autoras das “Diretrizes para o uso de IA Generativa em Documentários”.
SEMANA ABC
A Semana ABC é um evento anual, aberto ao público, promovido desde 2002, que tem o objetivo de apresentar ao mercado, estudantes e profissionais as novas tecnologias e tendências do mercado de trabalho audiovisual, além de gerar reflexão em torno de temas variados.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CINEMATOGRAFIA
A Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), fundada em 2000, reúne profissionais do audiovisual brasileiro. Hoje são cerca de 450 pessoas associadas e uma série de atividades realizadas, como oficinas e master classes. Por meio de um fórum, da Sessão ABC, Prêmio ABC e da Semana ABC procura-se incentivar a troca de ideias e informações a respeito da área, além de dados sobre aperfeiçoamento técnico e artístico.
CINEMATECA BRASILEIRA
A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social. O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.