O Sesc Digital acaba de receber em sua programação cinco novos títulos que refletem e registram o carnaval, o samba e outras expressões culturais do Brasil. O serviço de streaming gratuito do Sesc São Paulo pode ser acessado em todo o país, pelo site sesc.digital ou por meio do aplicativo Sesc Digital. Um dos destaques é a comédia “Ó paí, ó” (2007), dirigida por Monique Gardenberg, protagonizada por Lázaro Ramos e ambientada em Salvador.
Outro destaque é o longa “A lira do delírio” (1978), dirigido por Walter Lima Jr e considerado um dos cem melhores filmes nacionais segundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Esse filme se tornou também uma homenagem póstuma à protagonista Anecy Rocha (1942-1977), que faleceu antes da montagem.
Já o documentário “Mangueira em dois tempos” (2021), de Ana Maria Magalhães, visita, após 30 anos, as crianças que haviam sido retratadas no vídeo-documentário “Mangueira do amanhã”. Outro documentário é “Saravah” (1969), dirigido pelo ator e compositor francês Pierre Barouh, que desembarcou no Rio de Janeiro, durante a ditadura militar, para explorar o samba e alguns de seus maiores expoentes, como Pixinguinha, João da Baiana, Paulinho da Viola e Baden Powell.
Por fim, o documentário “Paulinho da Viola: Meu tempo é hoje” (2003), dirigido por Izabel Jaguaribe, acompanha a rotina do cantor e compositor carioca, seu convívio familiar, hobbies e sua peculiar percepção da passagem do tempo.
Os filmes expiram da plataforma Sesc Digital entre abril e agosto.
Ó PAI, Ó
Dir.: Monique Gardenberg | Brasil | 2007 | 88 min | Ficção | 12 anos
Durante o carnaval no histórico Pelourinho, acompanhamos a vida dos inquilinos de uma casa de aluguel degradada que tentam sobreviver usando criatividade, ironia, humor e música. Com Lázaro Ramos, Wagner Moura e Dira Paes. A coordenação da trilha sonora é assinada por Caetano Veloso. Disponível até 27/4/25.
A LIRA DO DELÍRIO
Dir.: Walter Lima Jr. | Brasil | 1978 | 105 min | Ficção | 16 anos
No intervalo entre dois carnavais de um bloco de Niterói (RJ), a dançarina Ness Elliot se envolve com um rico e ciumento amante. Para submetê-la à sua vontade, o homem utiliza os mais diversos artifícios, desde a tentativa de transformá-la numa traficante até o sequestro de seu bebê. Desesperada, Ness procura ajuda de antigos companheiros do bloco carnavalesco “Lira do Delírio”. Disponível até 27/4/25.
MANGUEIRA EM DOIS TEMPOS
Dir.: Ana Maria Magalhães | Brasil | 2021 | 90 min | Documentário | 12 anos
A obra visita as crianças retratadas, três décadas antes, no vídeo “Mangueira do amanhã”. Suas histórias revelam as circunstâncias brutais da vida dos moradores de favelas do Rio de Janeiro, mas também seus surpreendentes destinos. Paralelamente a isso, Mestre Wesley se inspira na musicalidade local para consolidar sua carreira de percussionista. A narrativa explora a conexão entre samba e funk, ritmos marcados pelas batidas em dois tempos, e propõe o diálogo entre o jazz e a percussão da escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Disponível até 27/4/25.
SARAVAH
Dir.: Pierre Barouh | França | 1969 | 60 min | Documentário | Livre
Em fevereiro de 1969, o ator e compositor francês Pierre Barouh desembarca no Rio de Janeiro para explorar um gênero musical que o fascinava cada vez mais: o samba. Para registrar a música, Barouh foi atrás de alguns dos maiores músicos do país, como Pixinguinha, João da Baiana, Maria Bethânia, Paulinho da Viola e Baden Powell, para tentar capturar a essência do samba e testemunhar a vitalidade da cultura carioca sob o domínio da ditadura militar. Disponível até 26/8/25.
PAULINHO DA VIOLA: MEU TEMPO É HOJE
Dir.: Izabel Jaguaribe | Brasil | 2003 | 83 min | Documentário | Livre
Esse documentário acompanha a rotina de Paulinho da Viola, seu convívio familiar, hobbies e sua peculiar percepção da passagem do tempo. Entre um depoimento e outro, ele também relembra sucessos ao lado de artistas como Monarco (1933-2021), Zeca Pagodinho e Marisa Monte. Disponível até 27/4/25.