Entre os dias 12 e 20 de setembro, é realizado o 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, numa edição que propõe apresentar novas tecnologias e ampliar seu alcance de público e mercado.
Foram selecionados 80 filmes este ano. As exibições da Mostra Competitiva Nacional, Mostra Brasília e de quatro mostras paralelas (Caleidoscópio, Festival dos Festivais, Coletivas Identidades, História(s) do Cinema Brasileiro), além do Festivalzinho e das sessões especiais, vão ocorrer no Cine Brasília, em Planaltina, Gama e Ceilândia.
O título escolhido para a abertura, com ingressos esgotados, é “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, vencedor de três troféus no Festival de Cannes (Melhor Direção, Melhor Ator e Prêmio da Crítica) e ainda inédito no circuito comercial. O diretor, a produtora Emilie Lesclaux e a atriz Maria Fernanda Cândido são presenças confirmadas no evento.
Esta edição marca também os 60 anos da primeira edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, iniciado em 1965 sob a alcunha de Semana do Cinema Brasileiro. Segundo a diretora-geral do evento, Sara Rocha, “o Festival de Brasília cresce e amplia sua programação de filmes, Ambiente de Mercado, Conferência do Audiovisual e se espalha ainda mais pelo DF”.
Inscreveram-se, neste ano, 1.702 filmes, sendo 1.396 curtas e 306 longas. De acordo com o diretor artístico Eduardo Valente, o festival traz um olhar amplo e complexo sobre o cinema brasileiro e sobre a nossa sociedade. “Na Mostra Competitiva Nacional, por exemplo, temos filmes de 14 estados diferentes, cobrindo todas as regiões do país. Essa amplitude de origens geográficas reforça o objetivo do Festival de Brasília em servir de plataforma para olhares múltiplos e complementares”, destaca.
Valente acrescenta: “As obras que serão apresentadas cruzam séculos da história brasileira, indo do nosso passado mais remoto a propostas de possíveis futuros, tentando encontrar os traços fundamentais da nossa formação enquanto nação, chamando a atenção para suas incompletudes, contradições e injustiças”.
O Festival de Brasília se encerra com a exibição do longa brasiliense “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo. Com trajetória internacional, o filme já passou pelo Festival de Gramado, Festival de Berlim e acumula prêmios como o de Melhor Filme do Júri Infantil no 43º Festival Internacional de Cinema do Uruguai.
Homenagens a Montenegro e Murat
O primeiro Troféu Candango será entregue à grande homenageada do Festival de Brasília de 2025: a veterana e premiada atriz Fernanda Montenegro, que será agraciada com o prêmio pelo Conjunto da Obra. Consolidada como um dos maiores ícones da dramaturgia brasileira, a atriz participou da primeira edição do festival e, na ocasião, recebeu o prêmio de Melhor Atriz, por seu trabalho no filme “A Falecida” (1965), dirigido por Leon Hirszman. Ao longo desses 60 anos, a atriz já participou mais de 15 vezes do evento.
Já o Prêmio Leila Diniz será dedicado à cineasta carioca Lúcia Murat, em reconhecimento à sua trajetória. Implementado na 50ª edição do festival, esse prêmio surgiu para homenagear mulheres cuja prática e trabalhos marcam a história do cinema brasileiro, na frente ou atrás das câmeras.
Confira a programação completa e mais informações em https://festcinebrasilia.com.br/ e @fesbrasilia.