IMS Paulista apresenta retrospectiva de Adelia Sampaio, pioneira do cinema negro feminino no país

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Foto: IMS/Divulgação

De 16 a 30 de setembro, o Instituto Moreira Salles (IMS) Paulista realiza a retrospectiva “Adelia Sampaio – Se eles apagam, a gente reescreve”, dedicada à pioneira do cinema negro feminino no país. A diretora nasceu em 1944, em Belo Horizonte, e hoje tem 81 anos.

A programação conta com novas e antigas digitalizações, cópias em 35 mm e 16 mm, além de um debate no dia 16 (terça), às 19h, entre Adelia e as pesquisadoras Edileuza Penha de Souza e Renata Martins. A entrada da abertura é gratuita, com distribuição de senhas 1h antes, sujeita à lotação da sala. As demais sessões custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

A partir de 20 de setembro, a mostra também acontecerá no IMS Poços de Caldas (MG). Primeira mulher negra a dirigir um longa no Brasil, “Amor Maldito” (1984), a diretora foi também uma das pioneiras na América Latina a tratar da lesbofobia de forma direta. Adelia abriu caminho em uma indústria marcada por exclusões.

Autodidata, iniciou na Difilm e construiu sua própria produtora, assinando curtas (como “Denúncia Vazia”) e documentários (como “AI-05 – O dia que não existiu”), além de produzir filmes fundamentais como “O segredo da rosa”, de Vanja Orico, e “Parceiros da aventura”, de José Medeiros.

Durante a retrospectiva, haverá ainda a exibição de três longas eleitos por Adelia Sampaio como suas referências cinematográficas: “Xica da Silva” (1976) e “Chuvas de Verão” (1978), de Cacá Diegues, e “Rio, Zona Norte” (1957), de Nelson Pereira dos Santos.

Segundo o instituto, celebrar Adelia Sampaio é reconhecer uma trajetória de mais de cinco décadas marcada por coragem e invenção no cinema brasileiro. Ao trazer para o centro a obra da diretora, reafirma-se a urgência de reconhecer e difundir a contribuição de uma cineasta cuja trajetória tensiona silenciamentos históricos e inscreve novas possibilidades de leitura.

A retrospectiva faz parte da programação do IMS dedicada às mulheres pioneiras do cinema, que já incluiu a atriz, produtora, roteirista e diretora inglesa Ida Lupino, além de homenagens a cineastas que marcaram a história, como Jorge Bodanzky e o estadunidense Billy Woodberry.

Confira a programação completa em https://ims.com.br/mostra/retrospectiva-adelia-sampaio-se-eles-apagam-a-gente-reescreve/.

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