Entre 22 e 30 de abril de 2026, a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, presta homenagem a uma das cineastas mais importantes do cinema brasileiro, Ana Carolina, com uma retrospectiva completa e inédita de sua filmografia. A programação é gratuita, e os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão.
Hoje com 82 anos, Ana Carolina se apropriou da linguagem cinematográfica, criando obras subversivas, surpreendentes e cômicas, marcadas por um forte traço autoral. Seu trabalho é uma “vacina contra a caretice”, como ela mesma define. A diretora continua em atividade e está terminando mais um filme. Ao todo, sua filmografia perpassa quase seis décadas.
Especialmente para a retrospectiva, o Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira produziu novas cópias digitais de curtas pouco conhecidos da cineasta, a partir de matrizes preservadas na instituição. Foram digitalizados: “Três Desenhos” (1970), sua única animação; “Monteiro Lobato” (1971), sobre a vida do escritor paulista; e “Pantanal” (1971), obra que será exibida pela primeira vez desde que foi censurada após sua única sessão.
A mostra também conta com filmes em seu formato original (cópias 35 mm preservadas no acervo da Cinemateca): “Amélia” (2000) e “Gregório de Mattos” (2002).
O público terá a oportunidade de assistir tanto a filmes raros da diretora, como o documentário “Nelson Pereira dos Santos saúda o povo e pede passagem” (1978), quanto a seus grandes clássicos: “Mar de Rosas” (1977), “Das Tripas Coração” (1982) e “Sonho de Valsa” (1987), que compõem sua célebre trilogia e foram recentemente remasterizadas com o apoio da Cinemateca.

A sessão de abertura, com “Mar de Rosas”, no dia 22 de abril, às 20h, será seguida de uma conversa com a diretora, que terá acessibilidade em Libras e transmissão ao vivo no YouTube (a gravação está disponível no link).
Além disso, foi elaborado um catálogo com textos inéditos de Ana Carolina, escritos especialmente para a retrospectiva, e reproduções de documentos originais pertencentes ao Acervo Ana Carolina da Cinemateca Brasileira, como croquis de figurinos, documentos de censura e manuscritos de roteiro. Foram encomendados ainda textos de críticos, cineastas e pessoas próximas da diretora, que trouxeram relatos pessoais e íntimos dela.
Confira a programação completa e mais informações em https://cinemateca.org.br/serie/retrospectiva-ana-carolina/.