Entre os dias 5 de julho e 23 de agosto, mulheres indígenas de diversas etnias que integram a Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas apresentam a exposição audiovisual “Fio por fio até o infinito do mundo”, na Abapirá, espaço independente de arte no centro do Rio de Janeiro.
A visitação ao público é gratuita e estará aberta de quarta a sábado, das 12h às 17h, na Rua do Mercado, 45. O projeto tem apoio do Reviver Centro, plano de recuperação urbanística, cultural, social e econômica da região central do Rio.
Trata-se da primeira mostra da Katahirine, que trabalha para fortalecer e visibilizar a produção audiovisual indígena feminina no Brasil e América Latina. A ideia da exposição é fazer ecoar vozes e lutas dos povos originários por seus direitos, por meio da arte, da cultura e do diálogo intercultural. “É a oportunidade de apresentar modos de vida, memórias, histórias e saberes de diferentes identidades étnicas indígenas brasileiras por meio de suas próprias narrativas”, destaca Helena Corezomaé, coordenadora da rede.
Um dos destaques é a videoinstalação que batiza a mostra “Fio por fio até o infinito do mundo”, trabalho experimental e inédito que aborda temas ambientais e das mulheres indígenas. O trabalho contempla mais de sete línguas faladas, incluindo Mbyá-Guarani, Pataxó, Fulni-ô, Huni Kuī, Arara Shawãdawa, Manchineri e Baniwa.
Mais informações em https://katahirine.org.br/ e @redekatahirine.
Sobre a Katahirine
Katahirine é uma palavra da etnia Manchineri, povo indígena no estado do Acre, que significa “constelação”. Como o próprio nome sugere, a rede – criada em 2022 – expressa a diversidade, a conexão e a união de mulheres indígenas que atuam no audiovisual.
Primeira iniciativa de mapeamento do cinema indígena feminino no Brasil, a rede trabalha para o reconhecimento e divulgação do cinema realizado por mulheres indígenas, além de ser uma fonte de dados para pesquisas e acessos públicos.
Hoje, a rede está presente em cinco biomas e conta com 84 cineastas, pertencentes a 34 povos indígenas no Brasil, falantes de 31 línguas. Ao todo, são 29 mulheres do bioma Amazônia, 11 do bioma Caatinga, 20 do Cerrado, 22 da Mata Atlântica e uma do Pampa.