A Semana ABC 2026 recebe no dia 13 de maio, quarta, às 14h, a mesa “Narrativas e Aspectos Estéticos para um Audiovisual Diverso e Inclusivo”, mediada pelo diretor Joel Zito Araújo.
Com as presenças de Juliano Gomes, professor do Curso de Cinema na FAAP e crítico da Revista Cinética, Patricia Yxapy, professora e cineasta Guarani, e Thaynara Rezende – ABC, APAN, DAFB, diretora de fotografia, a mesa busca refletir como o caminho para um audiovisual mais inclusivo promove também uma diversidade de pontos de vista, de estéticas e de formas de pensar o ofício das imagens e dos sons.
O debate pretende investigar exemplos e possibilidades do audiovisual como materialização plástica da diversificação dos pontos de vista ensejada na última década. Portanto, debate de que maneira a movimentação pela desconcentração do olhar produz formas novas e repertórios que fogem aos padrões estabelecidos.
A Semana ABC 2026 acontece de 13 a 15 de maio na Cinemateca Brasileira. Faça o seu credenciamento gratuito e conheça a programação completa.
Conheça as pessoas participantes:
Joel Zito Araújo
Diretor, roteirista e produtor, conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira. Sua obra inclui o livro e filme A Negação do Brasil, ganhador do É Tudo Verdade 2001; os longas ficcionais Filhas do Vento (2005), ganhador do Festival de Tiradentes e de 8 Kikitos no Festival de Gramado, e O Pai da Rita (2022); e os documentários Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado (2009), Raça (2013) e Meu Amigo Fela (2019), vencedor do Prêmio Paul Robeson de melhor filme da Diáspora no FESPACO (Burkina Faso), do Prêmio Especial do Júri Internacional do Festival É Tudo Verdade 2019 e de melhor documentário do The Pan African Film & Arts Festival 2020 (Los Angeles, EUA). Seus últimos trabalhos foram as séries documentais: para a HBOMAX, PCC – Poder Secreto (2022), que alcançou o Top 1 do canal no Brasil e o Top 2 na América Latina; e para o Canal Curta, A Ética do Silêncio (nov/23). Joel Zito Araújo foi o “Roteirista Homenageado de 2022” pela Associação Brasileira de Autores Roteiristas e recebeu o Troféu Eduardo Abelin no Festival de Gramado.
Juliano Gomes
Crítico de arte, diretor, curador e professor. Formado em Comunicação pela PUC-Rio, Mestre em Comunicação pela ECO-UFRJ. Leciona no curso de cinema da FAAP (SP). Redator na Revista Cinética desde 2009. Fez parte do comitê de seleção do Sheffield Doc Fest (2020 e 2021). Atuou como jurado do DocLisboa (2019), RIDM Montreal (2022), Festival de Brasília (2022), Forum Doc BH (2021), Mostra Tiradentes (2019), FBCU (2012), Cachoeira Doc (2014), Festcurtas BH (2014) e Fronteira Festival (2015). Publicou na Film Quarterly, World Records Journal, Folha, Piauí, Filme&Cultura, e em diversos catálogos. Publicou nos livros 1967 – Meio século depois, O Cinema Brasileiro em Resposta ao país, Crítica e curadoria (Selo PPGCOM UFMG) e O Som que Manda (Editora Sesc). Organizou o volume vencedor do Prêmio Jabuti 2025 Thomaz Farkas, todomundo (Instituto Moreira Salles), junto a Kiko Farkas, Rosely Nakagawa e Sergio Burgi. Participou de bancas de avaliação de projetos nos editais estaduais do DF (2021), Ceará (2015) e Pernambuco (2018). Dirigiu os curtas “…” (2007), As Ondas (2016), com Léo Bittencourt, e Nada Haver (2022). Dividiu a direção de fotografia com Léo Bittencourt no curta Vagalumes (2021), indicado ao Prêmio ABC de fotografia. Mantém o podcast “Rascunho Ambiente”.
Patrícia Ferreira Pará Yxapy
Professora e realizadora audiovisual indígena da etnia Mbyá-Guarani. Mora na Aldeia Ko’enju, em São Miguel das Missões (RS), onde leciona desde 2006. Em 2007, cofundou o Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema. Participou de mostras e festivais de cinema no Brasil e no mundo, como o American Native Film Festival, forumdoc.bh, Lugar do Real, Berlinale, FINCAR, entre outros. Seu fazer cinema é formado por uma relação de espiritualidade com a terra e a comunidade. Codirigiu filmes como As bicicletas de Nhanderu (2011), Desterro Guarani (2011), Tava, a casa de pedra (2012) e No caminho com Mario (2014). Também codirigiu Teko Haxy – ser imperfeita (2018), com Sophia Pinheiro, e Nhemongueta Kunhã Mbaraete (2020), em colaboração com Graciela Guarani, Michele Kaiowá e Sophia Pinheiro, pelo Programa IMS Convida. Também em 2020, teve sua primeira exposição individual na Berlinale, na mostra do programa Forum Expanded. Participou do projeto Jeguatá – caderno de viagem (jeguata.com), com Ariel Ortega, Ana Carvalho e Fernando Ancil.
Thaynara Rezende (ABC, DAFB)
Bacharela em Cinema e Audiovisual pela Universidade Estadual de Goiás. Consolidada como fotógrafa de eventos, há dez anos atua na Direção de Fotografia Cinematográfica no mercado goiano, assinando mais de quinze obras entre curtas e longas-metragens de ficção e documentário, videoclipes, entre outros. Recebeu mais de vinte e duas premiações como Melhor Direção, Filme e/ou Fotografia. No mercado nacional, principalmente no eixo Rio-São Paulo, trabalha como 1ª Assistente de Câmera. Atualmente é sócia e integrante do conselho da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC); sócia da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN); membro do Coletivo de Mulheres e Dissidentes de Gênero do Departamento de Fotografia do Audiovisual Brasileiro (DAFB); cofundadora e coordenadora do projeto FotoLab – Laboratório de Fotografia Cinematográfica, no qual segue na área de formação, promovendo oficinas e cursos de cinematografia e produção audiovisual.
A Semana ABC é uma realização da ABC – Associação Brasileira de Cinematografia e da Cinemateca Brasileira. Patrocínio: Aputure, ARRI, Canon, Fuji Film, Godox, I9, Kapta Filmes, Light Motion, Locall, Marc Films, MCI Store, Spcine e Tilta. Apoio: Atlas Lens Co., Barcelona, Blackmagic, Boson Post, Dearkol, Delta, DOT, Electrica, Eletro Cine & TV, Freshcam, Hollyland, Led Mais, Lumen, Nanlux, O2 Pós, Runner Films, Shoot Latam, Sindcine, Sony, Trevisans, Velvet, Viddium, Vidiexco e ZEISS.