Celebrando 18 anos de trajetória, o In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical reafirma seu lugar como um dos mais importantes festivais de cinema realizados em São Paulo. O evento acontece de 17 a 28 de junho e reúne dezenas de títulos em première nacional e produções inéditas no circuito de salas e streaming, dedicadas a importantes nomes, contextos e territórios marcantes da música brasileira e mundial.
O festival volta a ocupar as salas do CineSesc, da Cinemateca Brasileira, do Spcine Olido, do Spcine Paulo Emílio (CCSP), do Cine Bijou, do Cine Matilha (Matilha Cultural) e do Cinusp. O evento também oferece um recorte da programação para todo o Brasil, em formato online, por meio das plataformas Spcine Play, Itaú Cultural Play e Sesc Digital.
Além dos filmes, o festival apresenta uma programação paralela com shows, debates, encontros com convidados especiais, festas, homenagens, atividades formativas e uma tradicional feira de vinil, no dia 21 de junho, na Cinemateca.
O In-Edit nasceu em Barcelona, na Espanha, em 2003, e acontece no Brasil desde 2009. Outros países, como Chile, Grécia, México, Países Baixos e Uruguai, também realizam suas versões do festival.
PANORAMA BRASILEIRO
A produção brasileira ocupa um lugar central na programação, refletindo a pluralidade cultural do país por meio de histórias, territórios, gêneros musicais e personagens que atravessam diferentes regiões e tradições. Os filmes estão distribuídos em: Competição Nacional, Mostra Brasil, Brasil.Doc, Curta um Som e Sessões Especiais.
A Competição Nacional apresenta oito títulos, sendo quatro inéditos no país: Entre o Sucesso e a Lama, de Cristiano Burlan; O Cravista, de Luiz Eduardo Ozório; Pontos de Força, de Vânia Lima; e Universo Circular – Jocy de Oliveira, de Dácio Pinheiro. Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, de Mini Kerti; Ninguém Pode Provar Nada, de Rodrigo Pinto; Massa Funkeira, de Ana Rieper; e VIVO 76, de Lírio Ferreira; exibidos em outros festivais, completam a lista. O filme vencedor da categoria entrará no circuito In-Edit de festivais e será apresentado pelo(a) diretor(a) no In-Edit Barcelona 2026.
Para a Mostra Brasil, o festival selecionou oito documentários, sendo três deles em première nacional: Canecão – Tantas Emoções, de Bruno Levinson; Nem Tudo É Paz e Amor, de Betão Aguiar, filho do Novo Baiano Paulinho Boca de Cantor; e Quando a Gente Vira Um – Mestre Ambrósio, de Cláudia Dias Perez Machado e Shinji Shiozaki, que acompanha a trajetória do grupo Mestre Ambrósio. Completam a seleção Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar; Ary, de André Weller; Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos, de Paulo Severo; Rei da Noite, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans; eVou Tirar Você Deste Lugar, de Dandara Ferreira.
Já a seção Brasil.Doc oferece uma seleção de seis documentários inéditos no circuito, sendo três em première nacional: Arthur, o Gigante, de Ivan de Angelis; Canto da Gente – Um Filme Sobre os Tápes, de Matheus Borges; e Hip Hop Caboclo, de João Nascimento. Completam a lista: Gritos de Agonia, de Márcio Crux; O Homem do Fraque Verde, de Petrônio Lorena; e Punks do ABC, de Jairo Costa.
Na mostra Curta um Som, o festival reúne onze curtas que percorrem diferentes territórios, tradições e cenas musicais do país. Nas Sessões Especiais, o In-Edit Brasil apresenta dois títulos inéditos em festivais: A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti; e Flora & Airto – O Som Revolucionário, de Jom Tob Azulay.
PANORAMA MUNDIAL
Por sua vez, o Panorama Mundial reúne documentários musicais de diferentes países, gêneros e gerações, explorando trajetórias de artistas fundamentais, movimentos culturais e cenas que atravessam rock, jazz, punk, hip-hop, música experimental, eletrônica e tradições populares.
A programação inclui, ainda, recortes especiais como a Mostra Instituto Cervantes, a homenagem ao diretor Rob Reiner — com This Is Spinal Tap e Spinal Tap II — e a sessão Flashback, que celebra clássicos como Heartworn Highways e September Songs: The Music of Kurt Weill, com Lou Reed, Nick Cave, PJ Harvey e outros nomes importantes reinterpretando a obra atemporal de Kurt Weill.
Mais informações em https://br.in-edit.org/ e @ineditbrasil.