Semana ABC 2025 apresenta mesa sobre associações e coletivos e os desafios da diversidade na cinematografia

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O terceiro e último dia da Semana ABC 2025, 16 de maio, inicia às 10h com a mesa “Desafios da Diversidade na Cinematografia Atual – APAN, APTA, DAFB e Katahirine. Como trabalhar juntos?”.

Com mediação do diretor de fotografia Vini Bock e participação de Alice Muniz, presidenta da APTA (Associação de Profissionais Trans do Audiovisual), Giovanna Darcie, representante da DAFB (Coletivo de Mulheres e Dissidentes de Gênero do Departamento de Fotografia do Audiovisual Brasileiro), Natália Tupi, representante da Rede Katahirine (Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas) e de Thaís Scabio, representante da APAN (Associação de Profissionais do Audiovisual Negro), a mesa busca debater princípios, sonhos e conquistas das associações e formas de como trabalhar juntos(as/es).

A Semana ABC 2025 acontece de 14 a 16 de maio na Cinemateca Brasileira. Faça o seu credenciamento gratuito e conheça a programação completa.

Conheça as pessoas participantes:

Vini Bock: Nascido na periferia de São Paulo, Brasil, trabalho na indústria cinematográfica desde 2007. Iniciei minha carreira como assistente de arte. Foi aí que me apaixonei pelos sets de filmagem. Como membro da equipe de câmera, realmente encontrei meu lugar, trabalhando em tudo, desde longas-metragens e documentários até comerciais e programas de TV. Como Diretor de Fotografia, sempre procuro trazer uma visão mais naturalista e cinematográfica para cada trabalho, escolhendo narrativas que correspondam ao meu diverso histórico.

Alice Muniz: Atriz com Bacharel em Atuação Cênica pela UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, local onde iniciou seu trabalho como fotógrafa e comunicadora compondo a produção do FITU – Festival Integrado de Teatro da UNIRIO, realizando a cobertura oficial do Festival por 2 anos. Formada como Fotógrafa pelo SENAC-RJ, Alice já trabalhou como fotógrafa de cena e assistente de direção em sets de filmagem e também como filmmaker em campanhas e eventos promocionais. Em 2023, Alice é eleita ao cargo de Conselheira Municipal de Políticas Culturais do RJ para ocupar a cadeira de Audiovisual. No mesmo ano Alice é nomeada como Assessora Parlamentar da Deputada Estadual Marina do MST e assume o cargo de Diretora de Geral da APTA e no fim de 2024 Alice assume a presidência da APTA. Atualmente, Alice dedica-se a ampliação políticas culturais, atua também na defesa e ampliação dos direitos das pessoas trans e como comunicadora, amplifica os discursos de Direitos Humanos, Reforma Agrária Popular, combate a fome com comida saudável e sem veneno do MST.

Giovanna Darcie: Graduada em Publicidade pela PUCRS e trabalha com cinema desde 2016, principalmente nas cidades de Porto Alegre e São Paulo. Atua como assistente de câmera em produções audiovisuais que vão desde longa-metragens, séries para plataformas de streaming e televisão, a curta-metragens, documentários e filmes publicitários. Desde 2019 é membra do DAFB (Coletivo de Mulheres e Dissidentes de Gênero do Departamento de Fotografia do Audiovisual Brasileiro), e atualmente integra a coordenação do coletivo, colaborando ativamente em distintas iniciativas que promovem equidade de gênero, respeito, diversidade e difusão de conhecimento técnico no audiovisual.

Natália Tupi: Realizadora Audiovisual e Cineasta Indígena de Parintins, Amazonas. Também é criadora e idealizadora da Ancestralidade Visual (@ancestralidadevisual), onde busca fazer do audiovisual ferramenta de luta e resistência. “- Como sempre digo: minha câmera é minha flecha e é com ela que eu luto ao lado dos meus parentes.” Seus principais trabalhos como Cineasta são os documentários “Minha câmera é minha flecha!” “Os sonhos guiam” e “Nhemongaraí: Ontem, hoje e amanhã.” Também faz parte da Rede Audiovisual para Mulheres Indígenas, Rede Katahirine.

Thaís Scabio: Produtora, diretora e roteirista. É diretora da Produtora Cavalo Marinho Audiovisual , desde 2006. Sócia fundadora da APAN – Associação dos profissionais do Audiovisual Negro, gestora de desenvolvimento de negócios da plataforma de streaming todesplay, presidente da Compa – Autoria Compartilhada/ Espaço independente de cultura Jamac, faz parte do Nyama – Movimento de animação Negra. Já produziu diversas obras audiovisuais, entre elas as premiadas animações Graffiti Dança de Rodrigo Eba e Barco de Papel, a qual é diretora e roteirista também. Coordena desde 2009 o projeto “JAMAC Cinema Digital”, na região sul da cidade de São Paulo. Esta em fase de lançamento de seu primeiro longa metragem de ficção onde assina junto com Gilberto Caetano, direção, roteiro e produção executiva.

SEMANA ABC

A Semana ABC é um evento anual, aberto ao público, promovido desde 2002, que tem o objetivo de apresentar ao mercado, estudantes e profissionais as novas tecnologias e tendências do mercado de trabalho audiovisual, além de gerar reflexão em torno de temas variados.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CINEMATOGRAFIA

A Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), fundada em 2000, reúne profissionais do audiovisual brasileiro. Hoje são cerca de 450 pessoas associadas e uma série de atividades realizadas, como oficinas e master classes. Por meio de um fórum, da Sessão ABC, Prêmio ABC e da Semana ABC procura-se incentivar a troca de ideias e informações a respeito da área, além de dados sobre aperfeiçoamento técnico e artístico.

CINEMATECA BRASILEIRA

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social. O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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