14º Filmambiente vai exibir 47 títulos gratuitos de 27/8 a 5/9 no Rio de Janeiro

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Foto: Divulgação

A 14ª edição do festival Filmambiente, que acontece de 27 de agosto a 5 de setembro, no Rio de Janeiro, vai exibir de graça 47 filmes de 25 países. As mostras competitivas de longas e curtas brasileiros e internacionais (nas categorias de ficção, animação e documentário) serão realizadas no Estação NetRio (em duas sessões: às 16h30 e 20h30), enquanto uma programação especial voltada a estudantes será exibida na Biblioteca Parque Centro e no Jardim Botânico (Galpão das Artes).

O tema deste ano trata do conceito de “colonialismo ambiental”. “Precisamos refletir sobre o apagamento de culturas, ocupação de territórios e deslocamentos de populações inteiras. E também sobre países periféricos do Sul global sendo as maiores vítimas dos efeitos climáticos causados pelas ações do Norte global, como elevação do nível dos mares e desertificação crescente”, explica a fundadora, produtora e curadora Suzana Amado.

Fundado em 2011, o festival vai homenagear nesta edição o biólogo Mário Moscatelli, por sua dedicação para recuperar ecossistemas importantes como os manguezais da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Canal do Fundão, do Aterro de Gramacho e do sistema lagunar de Jacarepaguá. “Em um ano no qual a licença para devastar é uma ameaça real, nada melhor do que homenagear quem dedica a vida a restaurar a natureza destruída pelo avanço do homem”, destaca Suzana.

Além disso, com apoio da Embaixada da Suíça, o Filmambiente convidou o festival suíço Visions du Réel, que apresentará, pela primeira vez no Brasil, seis filmes de sua recente programação.

A abertura do evento terá a exibição do filme “Sukande Kasáká, Terra Doente” (2025), dirigido por Kamikia Kisedje e Fred Rahal, que participam de um debate em seguida. A obra conta a saga do povo indígena Kisêdjê, que, cercado pelo avanço do agronegócio no Brasil, enfrenta a ameaça invisível dos agrotóxicos. À medida que a contaminação avança, os narradores Kamikia e Lewaiki precisam escolher entre permanecer e arriscar a saúde da comunidade ou abandonar a aldeia ancestral.

O filme de encerramento, que será exibido no dia 3 de setembro, é “Paraíso” (2024), de Ana Rieper, que também participará de debate em seguida. O longa parte de uma narrativa musical e do uso de material de arquivo de naturezas diversas para propor uma viagem inquieta por relações forjadas pela posse de terras e de pessoas. Uma sinfonia popular sobre violência, resistência, força e afeto.

Confira a programação completa e mais informações em https://filmambiente.com/br/ e @filmambiente. Haverá a possibilidade de o público de fora do Rio conferir a programação online no Porta Curtas, disponível na ClaroTV+.

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