A sexta edição do Festival Cinema Negro em Ação chega à capital gaúcha entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro. A programação é gratuita e inclui mostras de filmes (com mais de 20 títulos), homenagens, atividades de formação, laboratório de consultoria e atrações musicais na Casa de Cultura Mario Quintana.
O tema do festival este ano é “Revérbero”, palavra que faz conexão entre passado e futuro, observando o fluxo do tempo. E o grande homenageado será o ator, cantor e compositor Tony Tornado, de 95 anos. Ele começou sua carreira nos anos 1960 e construiu uma trajetória que abriu portas para outras pessoas negras na cultura. O artista também será a atração musical de encerramento do evento.
Além disso, o Cinema Negro em Ação leva a Porto Alegre importantes nomes do cinema identitário negro atual, sem esquecer de referências mais antigas. Uma das presenças confirmadas é a do diretor Luciano Vidigal, de “Kasa Branca” (2024), com o qual venceu o prêmio de Melhor Direção no Festival do Rio no ano passado. O cineasta ministrará uma masterclass aberta ao público.
A programação de filmes inclui três longas em competição: “Diaspóricas 2” (2025), de Ana Clara Gomes (GO), “Esquecendo Flora” (2024), de Beto Oliveira (SP), e “Quem é essa mulher?” (2025), de Mariana Jaspe (BA). A mostra competitiva reúne, ainda, seis curtas, seis videoclipes e três videoartes.
Nas exibições especiais e comentadas, serão projetados o documentário “7 Cortes de Cabelo no Congo” (2022), de Luciana Bezerra; o curta “Dois Batuqueiros” (2024), em sessão-homenagem ao cineasta Claudinho Pereira (1947-2025); e os longas “Kasa Branca” (2024), de Luciano Vidigal, e “Malês” (2024), de Antônio Pitanga. Os títulos da seleção serão exibidos simultaneamente nos canais Prime Box Brazil, Cultne.TV e TVE-RS.
Segundo a curadora-geral Kaya Rodrigues, o 6º Festival Cinema Negro em Ação traz uma mostra competitiva ainda mais forte e plural, construindo pontes entre todas as regiões do país e projetando grandes filmes feitos por cineastas negros(as) que vão concorrer ao Prêmio Odilon Lopez. A estatueta reverencia o pioneiro gaúcho do cinema negro, diretor de “Um é Pouco, Dois é Bom” (1970).
O evento tem apoio institucional da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), entre outros parceiros.
Confira mais informações e a programação completa em instagram.com/cinenegroemacao/.
